O Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, declarou ter repassado R$ 39 milhões em 2025 a fundos de previdência investigados pela Polícia Federal.
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Os dados constam na declaração de Imposto de Renda da instituição e foram enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado do Senado.
A Amapá Previdência (Amprev) recebeu R$ 33,8 milhões. Já o Rioprevidência recebeu R$ 6 milhões no mesmo período.
Os dois fundos são alvo de investigações por operações realizadas com o banco em meio a indícios de crise.
A Amprev foi alvo da Operação Zona Cinzenta, que apura possíveis irregularidades em aportes de cerca de R$ 430 milhões em títulos do Master.
As investigações indicam suspeitas de aplicações sem respaldo técnico e em desacordo com a política de investimentos do fundo.
Após a operação, o então presidente do órgão, Jocildo Lemos, deixou o cargo.
Registros de reuniões apontam que conselheiros alertaram para riscos nas operações, incluindo concentração de recursos, investigações em andamento e possibilidade de prejuízos.
Apesar disso, os aportes foram mantidos. A proposta de solicitar informações a órgãos de controle foi rejeitada.
O fundo passou a deter cerca de R$ 430 milhões em Letras Financeiras do Master, sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.
No caso do Rioprevidência, a Polícia Federal aponta investimentos de R$ 2,6 bilhões em títulos de alto risco entre 2023 e 2025.
Os recursos permanecem retidos após a liquidação do banco.
O Ministério Público do Rio de Janeiro também abriu investigação sobre operações do fundo, incluindo empréstimos consignados e aplicações em instituições não credenciadas.
O Rioprevidência informou que não analisa declarações de Imposto de Renda de terceiros. A Amprev não se manifestou até o momento.