O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira, afirmou na noite de ontem (07) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não irá prorrogar o prazo de funcionamento do colegiado.
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Em coletiva, Vieira disse ter sido informado da decisão após reunião com Alcolumbre e criticou a medida. Segundo ele, trata-se de um “grande desserviço” ao Brasil. “Ele justifica dizendo que se trata de um ano eleitoral e, na visão dele, não é bom ter uma CPI tramitando”, afirmou.
“É óbvio que a gente não concorda com esse posicionamento. Eu entendo que o presidente Davi presta um grande desserviço para a nação. A CPI tem assuntos importantes ainda a analisar; nós temos um volume muito elevado de documentos, de dados, de sigilos que foram quebrados e que precisam ser analisados”, disse Vieira, que chegou a reunir a assinatura de 27 senadores para prorrogar a comissão.
Sem prorrogação, o relatório final será apresentado e votado na próxima semana, quando se encerra o prazo da comissão. Atualmente, a CPI aborda o caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro. “A gente espera conseguir enfrentar o máximo de temas possíveis nesse relatório”, afirma o relator.
Esta é a 2ª vez, apenas neste ano, que Alcolumbre atua para barrar a extensão de uma comissão. No caso da CPMI do INSS, o presidente do Senado se recusou a ler o requerimento de prorrogação em sessão conjunta do Congresso.