O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, comparece hoje (26) a um tribunal em Nova York pela segunda vez desde sua prisão em 3 de janeiro, em uma operação conduzida pelos Estados Unidos.
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Maduro está detido há quase três meses em uma prisão federal no Brooklyn. Ele deixou a unidade apenas uma vez, em 5 de janeiro, quando participou da primeira audiência e se declarou “prisioneiro de guerra” e “não culpado”.
O ex-mandatário responde a acusações de narcotráfico e tenta anular o processo por questões processuais.
Entre as acusações estão conspiração por “narcoterrorismo”, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos, além de conspiração para posse dessas armas.
A audiência desta quinta-feira está prevista para as 11h. A defesa deve pedir o arquivamento do caso e discutir o pagamento dos honorários advocatícios.
O advogado Barry Pollack afirma que as sanções impostas pelos Estados Unidos impedem o recebimento de valores sem autorização específica. Em petição, ele argumenta que a exigência viola o direito de Maduro à escolha de defesa.
Maduro governou a Venezuela desde março de 2013. Após sua queda, a então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram detidos na operação realizada em Caracas. Desde então, permanecem sob custódia nos Estados Unidos.
O caso é conduzido pelo juiz Alvin Hellerstein.