O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), criticou a oposição por “politizar o tema” das medidas de socorro ao Banco de Brasília (BRB), levando ao Judiciário ações para suspender a lei que autorizou o uso de imóveis públicos, a injeção de recursos e a contratação de até R$ 6,6 bilhões em empréstimos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
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“Estamos fazendo nossa parte para salvar o BRB, mas a oposição quer politizar o tema e está jogando contra por razões meramente eleitoreiras. Vamos ver onde isso vai dar”, afirmou Ibaneis.
A ofensiva judicial recente resultou em liminar que proibiu o governo do DF de vender, aplicar em fundos ou alienar a área da Serrinha do Paranoá. A decisão foi proferida pelo juiz Carlos Frederico Marojá de Medeiros, da Vara de Meio Ambiente do TJDFT.
Na decisão, o magistrado mencionou tentativa de uso da área para lidar com a “péssima gestão do banco público, a partir de tenebrosas transações com uma empresa que há muito já revelava ações fraudulentas”, em referência a operações com o Banco Master.
Ibaneis informou que irá recorrer da decisão.
Na semana anterior, o governo havia obtido decisão favorável. O desembargador Roberval Casemiro Belinati cassou liminar que suspendia a lei do socorro ao BRB, apontando risco à “ordem administrativa e econômica”.
A aprovação do projeto na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em 3 de março, já indicava judicialização. Parlamentares da oposição criticaram a proposta. Durante a sessão, a deputada Paula Belmonte (PSDB) exibiu um cheque em branco para representar a crítica ao texto.