Desde que foi transferido para o presídio da Papuda, no Distrito Federal, Daniel Vorcaro permanece isolado numa cela de aproximadamente 20 metros quadrados, sem ventilação e com luz artificial, que permanecia ligada 24 horas por dia. A privação do sono é um método popular de tortura, com efeitos psicológicos e físicos devastadores.
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A defesa do banqueiro levou o caso ao ministro, que questionou a Polícia Federal sobre sua condição carcerária. A reportagem apurou que a corporação alegou manter o isolamento para garantir a segurança de Vorcaro e que a luz permanecia ligada para “monitoramento” do preso, após o episódio de suicídio de Luiz Phillipi Mourão, o sicário.
Mendonça rejeitou a justificativa e determinou que a luz fosse apagada no período noturno, a fim de garantir seu repouso. Dias atrás, a imprensa relatou episódio de surto de Vorcaro, que teria esmurrado uma parede e gritado nomes de autoridades. O que parecia irresignação, seria consequência de estresse psicológico e físico.
A privação do sono compromete o sistema cognitivo, causando desorientação, irritabilidade, impulsividade e, em casos mais graves, alucinações visuais e auditivas. A manutenção das condições carcerárias do banqueiro poderia gerar nulidade num eventual acordo de colaboração premiada.
Desde que assumiu a relatoria do caso Master, o ‘terrivelmente evangélico’ tem se preocupado com a legalidade de todos os atos do processo e combatido excessos. Ontem, Mendonça determinou o fechamento da sala-cofre da CPMI do INSS após vazamentos em série por parte dos parlamentares que acessaram os arquivos extraídos do celular de Vorcaro.
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