A formação de uma possível chapa presidencial entre o atual senador Flávio Bolsonaro e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema passou a ser discutida nos bastidores da direita, segundo relatos de aliados próximos aos dois grupos políticos e apuradas pela equipe deste site.
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As conversas ganharam força diante do cenário eleitoral em Minas Gerais, considerado decisivo nas disputas nacionais. Segundo interlocutores ouvidos pela imprensa, Bolsonaro tem sinalizado a aliados que prefere ver o governador mineiro como vice na chapa de seu filho. Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país, com mais de 16 milhões de eleitores.
Minas no centro da estratégia
O cenário político no estado tem pressionado o governador mineiro a rever seus planos eleitorais.
Zema é pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, mas sua candidatura enfrenta dificuldades nas pesquisas. Levantamento recente indica que o mineiro aparece atrás de Flávio Bolsonaro no próprio estado.
Ao mesmo tempo, a sucessão em Minas cria novos fatores políticos.
O vice-governador Mateus Simões deixou o Novo e se filiou ao PSD para disputar o governo estadual. A mudança provocou reação interna no Novo e abriu disputas dentro do campo da direita no estado.
Aliados relatam que o desempenho eleitoral de Simões é visto como peça central para definir o futuro político de Zema.
Movimento de bastidores
Nos bastidores da política mineira, interlocutores afirmam que o deputado Nikolas Ferreira tem intensificado agendas ao lado de Mateus Simões em viagens pelo interior do estado.
Segundo pessoas próximas ao governo mineiro, a estratégia busca fortalecer a pré-candidatura de Simões ao Palácio Tiradentes e criar condições para que Zema participe de uma chapa nacional.
A avaliação interna é de que a consolidação de Simões na disputa estadual facilitaria a entrada do governador mineiro em uma eventual composição presidencial.
Resistência pública
Publicamente, Zema tem afirmado que pretende manter sua candidatura à Presidência.
Aliados relatam que o governador também demonstra lealdade política ao vice e prefere aguardar a evolução do cenário eleitoral em Minas antes de qualquer decisão.
Ao mesmo tempo, integrantes do campo bolsonarista defendem a formação de um palanque único da direita no estado, o que fortaleceria a campanha presidencial.
Pressão sobre o Novo
A movimentação também ocorre em meio a dificuldades internas do Novo em Minas.
Com a saída de Zema do governo prevista para março e a mudança partidária de Simões, dirigentes da legenda tentam reorganizar a estrutura eleitoral no estado.
O partido enfrenta ainda o risco de não atingir a cláusula de barreira nacional, o que aumenta a importância de candidaturas competitivas para a Câmara dos Deputados.
Nesse cenário, a eventual ida de Zema para uma chapa presidencial com Flávio Bolsonaro passou a ser vista por aliados como uma alternativa para reorganizar o campo da direita em Minas e consolidar um palanque eleitoral no segundo maior colégio eleitoral do país.