O grupo conservador Patriotas do QG realiza nesta sexta (1º) ato na Avenida Paulista, em São Paulo, e impôs derrota a entidades de esquerda em pleno ano eleitoral, que planejavam manifestação no mesmo local no Dia do Trabalhador. O grupo de direita avisou as autoridades ainda em setembro de 2024.
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A disputa pela Paulista motivou reação da Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas), que divulgou nota de repúdio contra a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). A entidade afirma que protocolou o pedido de uso do espaço em março de 2026.
A Constituição assegura o direito de reunião em locais abertos ao público, desde que sem armas e mediante aviso prévio às autoridades, além de vedar sobreposição de eventos no mesmo espaço já previamente solicitado.
Na prática, a PM organiza a ordem de prioridade com base no protocolo de chegada dos pedidos. Nesse critério, prevaleceu o Patriotas do QG, que formalizou a solicitação em setembro de 2024. O ato do grupo está marcado para 11h, em frente à sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
O Patriotas do QG afirmou, em suas redes sociais, que o ato terá foco em apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, defesa da liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob o lema “Supremo é o Povo”.
No ato da direita, além do Patriotas do QG, a manifestação contará com os grupos “Voz da Nação” e “Marcha da Liberdade”. As organizações são ligadas ao Projeto União Brasil, entidade civil criada em 2019 que reúne mais de uma centena de movimentos com pautas conservadoras.
A CSP-Conlutas contesta o ato conservador e alega ter sido a primeira a solicitar o espaço. Em nota, classificou o episódio como “um grave ataque ao direito de manifestação da classe trabalhadora” e criticou o perfil do grupo que ficou com a Paulista.
A Conlutas transferiu sua manifestação de 1º de Maio para a Praça da República. A entidade defenderá o fim da escala 6×1, do arcabouço fiscal e da reforma administrativa, além de pautas contra privatizações e o feminicídio, incluindo apoio à criação da estatal Terrabrás.