As empresas estatais registraram déficit primário de R$ 4,9 bilhões em janeiro de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Banco Central no relatório “Estatísticas Fiscais”. Em termos nominais, é o maior resultado negativo já apurado para o mês desde o início da série histórica.
O rombo praticamente alcança todo o déficit acumulado ao longo de 2025, que somou R$ 5,1 bilhões.
A evolução do resultado das estatais em janeiro nos últimos anos mostra a mudança de cenário:
- 2021: superávit de R$ 445,8 milhões
- 2022: superávit de R$ 4,4 bilhões
- 2023: déficit de R$ 2,2 bilhões
- 2024: déficit de R$ 1,7 bilhão
- 2025: déficit de R$ 1 bilhão
- 2026: déficit de R$ 4,9 bilhões
O detalhamento por esfera de governo indica que o maior impacto veio das empresas federais, que registraram déficit de R$ 3,17 bilhões. As estatais estaduais tiveram resultado negativo de R$ 2,23 bilhões, enquanto as municipais apresentaram déficit de R$ 13 milhões.
O Banco Central não informa quais empresas contribuíram para o resultado. Companhias como Petrobras e Eletrobras não fazem parte desse indicador desde 2009, por seguirem modelo de governança semelhante ao de empresas de capital aberto.