O que são os filamentos da Via Láctea, e por que esse é especial?
Filamentos como a “cobra” são estruturas gigantescas e brilhantes visíveis em ondas de rádio, localizadas ao redor do centro da galáxia. Elas são formadas por partículas que se movem por meio de campos magnéticos paralelos, criando padrões luminosos.
Apesar de existirem dezenas dessas formações, ainda não se sabe ao certo por que algumas são mais longas ou mais brilhantes que outras.
“A cobra” chamou atenção por seu comprimento e intensidade, além de exibir uma fratura notável que intrigava os cientistas.
Ao sobrepor dados dos observatórios Chandra, MeerKAT e VLA, os astrônomos perceberam que bem no local da quebra havia uma fonte de emissão intensa: um pulsar extremamente veloz.
Essa descoberta mostra como até mesmo uma estrela morta pode sacudir a estrutura da galáxia”, afirmou a equipe da NASA em comunicado.
Como o pulsar causou o impacto
Segundo o site Mashable, estrelas de nêutrons como essa se formam após explosões de supernova e são conhecidas por seus campos magnéticos intensos e altíssima densidade.
O pulsar em questão gira rapidamente, emitindo radiação como um farol cósmico. A colisão teria distorcido o campo magnético da “cobra” e criado um rastro de partículas aceleradas, como elétrons e pósitrons, que também seriam responsáveis pela emissão extra de raios-x na região.
Os cientistas estimam que esse pulsar esteja se deslocando entre 1 milhão e 2 milhões de milhas por hora. Mesmo após a explosão que o originou, ele continua provocando efeitos notáveis nas estruturas ao seu redor – como no caso desse filamento galáctico.
fonte: Olhar Digital