Arrecadação federal chega a R$ 2,35 trilhões até setembro

A arrecadação federal somou R$ 2,35 trilhões entre janeiro e setembro de 2026, alta real de 6,97% em relação ao mesmo período do ano passado. Em setembro, a União recolheu R$ 239,38 bilhões, o maior valor para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Os dados foram divulgados hoje (22) pela Receita Federal.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O resultado acumulado considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Mesmo após a retirada de receitas extraordinárias e de efeitos de mudanças na legislação, a arrecadação administrada pela Receita Federal avançou 5,77% em termos reais nos nove primeiros meses do ano.

Em setembro, a arrecadação total cresceu 5,62% acima da inflação na comparação anual. As receitas administradas diretamente pelo Fisco alcançaram R$ 231,43 bilhões, avanço real de 5,03%. Outros órgãos federais recolheram R$ 7,96 bilhões no mês.

Petróleo impulsiona receitas

O setor de extração de petróleo e gás natural registrou uma das maiores altas do período. A arrecadação relacionada à atividade chegou a R$ 106,05 bilhões entre janeiro e setembro, crescimento real de 510,6% sobre os R$ 17,37 bilhões registrados nos mesmos meses de 2025.

Parte desse resultado está ligada ao Imposto de Exportação sobre óleo bruto de petróleo, instituído pela Medida Provisória 1.340 de 2026. A cobrança gerou R$ 12,87 bilhões no acumulado do ano, dos quais R$ 2,94 bilhões foram recolhidos em setembro.

No mês, a arrecadação do setor de petróleo e gás somou R$ 12,01 bilhões, ante R$ 909 milhões em setembro de 2025. O avanço também influenciou o recolhimento de tributos como PIS e Cofins.

Principais tributos

Entre janeiro e setembro, a contribuição previdenciária arrecadou R$ 575,93 bilhões, alta real de 5,16%. O resultado representa R$ 28,3 bilhões a mais do que no mesmo intervalo de 2025.

O Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somaram R$ 444,24 bilhões, crescimento real de 5,76%. Já PIS/Pasep e Cofins arrecadaram, juntos, R$ 466,56 bilhões, avanço de 4,10%.

O Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital chegou a R$ 131,15 bilhões, alta real de 17,57%. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) totalizou R$ 75,75 bilhões, crescimento de 19,49%.

Alta persiste sem receitas extraordinárias

A Receita Federal identificou R$ 23,87 bilhões em pagamentos atípicos ou relacionados a alterações na legislação. Desse total, R$ 11 bilhões vieram de recolhimentos extraordinários de IRPJ e CSLL, enquanto R$ 12,87 bilhões correspondem ao imposto sobre a exportação de petróleo bruto.

Excluídos esses fatores, as receitas administradas pela Receita Federal ainda apresentariam crescimento real de 5,77% no acumulado de janeiro a setembro. No resultado isolado de setembro, a alta ajustada seria de 3,69%, em vez dos 5,03% registrados pelas receitas administradas pelo Fisco.



Fontes – Link Original

Classificado como 5 de 5

Compartilhe nas suas Redes Sociais

Facebook
Twitter
WhatsApp

Parceiros TV Florida