O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou hoje (21) que a coligação do presidente Lula (PT) suspenda a veiculação de uma propaganda que associa o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a uma abordagem de conotação sexual contra mulheres.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
A decisão é do ministro Marco Aurélio Bellizze, que avaliou que as cenas encenadas na peça podem alterar o sentido de um vídeo original de Flávio e levar o público a acreditar que ele praticou as situações mostradas.
Na propaganda, atores simulam imagens de câmeras de segurança em uma padaria. Um homem aborda mulheres e diz: “Sou filho do dono da padaria. Quer me dar?”. Em seguida, uma narradora afirma: “Agora, imagine ter um presidente que acha normal tratar uma mulher assim”. A peça então exibe o vídeo de Flávio dizendo: “Sou filho do presidente. Quer me dar?”. A mensagem final é: “Com Flávio Bolsonaro, as mulheres perdem”.
Flávio contestou edição do vídeo
A ação para suspender a propaganda foi apresentada pelo próprio senador. Ele alegou que a gravação original foi feita em um ambiente privado, durante uma conversa entre amigos, quando imitava o irmão mais novo, Jair Renan Bolsonaro (PL).
Segundo Flávio, não havia mulheres no local e a campanha de Lula retirou a fala de seu contexto original. O senador também sustentou que a combinação entre as cenas encenadas e o trecho do vídeo poderia induzir o eleitor a acreditar que ele abordou mulheres daquela maneira.
Ministro aponta possível distorção do contexto
Ao analisar o pedido, Bellizze concordou que a encenação na padaria pode levar o público a interpretar como reais situações que não teriam acontecido.
Segundo o ministro, “a edição não se limita a sustentar crítica política com base em declaração pública, podendo sugerir como fatos reais situações que não teriam ocorrido”.
