Flávio pede a Moraes acesso a inquérito lavagem de dinheiro

Flávio Bolsonaro

A defesa do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso aos autos de um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar, o advogado Willer Tomaz de Souza e empresas ligadas a ele. A solicitação foi apresentada na terça-feira (20).

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Na petição, os advogados afirmam que souberam da existência da investigação por meio de notícias publicadas pela imprensa. Além de solicitar acesso à documentação reunida no procedimento, a defesa requer sua habilitação formal no processo eletrônico.

O caso tramita sob sigilo e chegou ao STF em 8 de outubro, após a investigação ter sido iniciada na primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Sul. A remessa à Corte ocorreu em razão do foro privilegiado de Flávio Bolsonaro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à abertura do inquérito, e Moraes foi sorteado relator em 16 de outubro.

A apuração envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e uso de plataformas de apostas para movimentar recursos. Segundo informações sobre a investigação, a Polícia Federal identificou uma estrutura com empresas, instituições de pagamento e casas de apostas vinculadas a Willer Tomaz.

Entre os elementos reunidos pelos investigadores está o registro de que Flávio teve acesso de administrador a uma conta bancária da Alcazar Holding, empresa inserida na estrutura empresarial investigada. A PF também apura possíveis vínculos societários de fato do senador com a companhia.

Willer Tomaz mantém relação de amizade com Flávio e obteve autorização do então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para operar uma plataforma de apostas. A existência de uma relação pessoal entre o advogado e o senador, porém, não comprova, por si só, participação em eventuais irregularidades.

Após a divulgação do caso, Flávio classificou a investigação como “fake news” e afirmou que sua relação com Willer é de amizade. O advogado também negou irregularidades, informou ter solicitado acesso aos autos e declarou que prestará esclarecimentos.

Este é o segundo inquérito envolvendo Flávio Bolsonaro em tramitação no STF. O outro, sob relatoria do ministro André Mendonça, foi aberto em julho e apura questões relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que envolve o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.



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