Centrão prepara nova rasteira na direita e mira Nikolas e Pavanato

Dez partidos do Centrão articulam uma reforma política para a 1ª semana de novembro, antes da posse dos novos congressistas. A iniciativa busca conter o avanço do PL e preservar o espaço do bloco no Congresso. A informação é do jornal Folha de S. Paulo. Uma reunião marcada para o dia 28 deve definir qual modelo eleitoral será defendido.

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De acordo com o jornal, a intenção “é diminuir a influência de puxadores de votos, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP)”, além de “preservar” a força do Centrão no Legislativo.

Os partidos ainda divergem sobre o sistema a ser adotado: Uma ala defende o voto distrital misto, que combina a eleição de representantes por regiões delimitadas com vagas preenchidas por listas partidárias. Outra prefere o “distritão”, modelo em que são eleitos os candidatos mais votados, independentemente do desempenho de seus partidos.

Atualmente, deputados federais e vereadores são eleitos pelo sistema proporcional de lista aberta. Os votos recebidos pelos candidatos de cada partido ou federação são somados para determinar o número de cadeiras conquistadas. As vagas são distribuídas entre os candidatos mais votados, respeitado o mínimo individual de 10% do quociente eleitoral estadual.

O sistema permite que candidatos com votação expressiva contribuam para eleger outros integrantes da mesma legenda. Foi o que ocorreu com Nikolas e Pavanato, ambos do PL, que receberam mais de 3 milhões de votos cada.

Nikolas ajudou a eleger outros 13 deputados federais do PL em Minas Gerais. Pavanato contribuiu para a eleição de mais sete integrantes da legenda. Outros candidatos do partido tiveram efeito semelhante em diferentes estados.

Com o resultado, o PL terá 121 deputados federais na próxima legislatura, a maior bancada do partido desde 1990. A sigla cresceu em relação aos 99 parlamentares eleitos na disputa anterior, enquanto partidos do Centrão perderam cadeiras. A federação União Brasil-PP, maior grupo do bloco, passará de 97 para 87 deputados.

Segundo o jornal, a reforma eleitoral foi discutida na quarta (14), durante reunião na residência oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Dez partidos divulgaram uma nota de apoio à reeleição de Motta para o comando da Casa e sinalizaram atuação conjunta na próxima legislatura.

Participaram do encontro dirigentes e líderes do PSD, Republicanos, MDB e Podemos, além das federações União Brasil-PP, PSDB-Cidadania e PRD-Solidariedade. A necessidade de uma reforma política foi debatida junto com o conteúdo da nota.

As legendas somam atualmente 271 deputados, mas devem reunir 252 parlamentares na próxima legislatura, abaixo dos 257 votos necessários para formar maioria na Câmara.



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