O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender nesta quarta-feira (7) a necessidade de “redemocratizar” o Brasil e afirmou que as instituições precisam voltar a ser respeitadas. A declaração ocorreu durante o anúncio oficial de apoio do Republicanos à sua candidatura no segundo turno.
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“A gente tem que buscar a estabilidade nesse país. Não dá para admitir o Supremo Tribunal Federal da forma como está, a gente tem que proteger as instituições”, afirmou.
Segundo Flávio, a defesa de mudanças institucionais não significa que o país deva abandonar as regras constitucionais. “Não é por causa de um ou outro que a gente tem que baixar a cabeça e achar que está tudo bem, porque não está tudo bem”, disse.
O candidato também voltou a justificar o uso da expressão “redemocratizar” após a repercussão de uma declaração feita na terça-feira (6), em Goiânia. Na ocasião, Flávio havia associado a mudança da Constituição à nova composição do Congresso e à necessidade de fazer com que as instituições voltassem a respeitar o texto constitucional.
Nesta quarta-feira, ele afirmou que as alterações defendidas passam por propostas que dependem de emendas constitucionais. Entre elas estão uma reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal, mudanças na reforma tributária e o fim da reeleição.
“Tem que haver, sim, uma reforma no Judiciário. Eu sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC. E o fim da reeleição”, declarou mais cedo.
Durante o evento do Republicanos, Flávio também relacionou sua agenda à composição do Congresso eleita no primeiro turno. “Olha o que o povo brasileiro falou nas urnas. Olha o Congresso Nacional que será configurado a partir de janeiro”, afirmou.
O candidato disse considerar que um eventual governo terá uma base parlamentar alinhada às suas propostas. “Acho que nenhum presidente da República com meu perfil casou tanto com um Congresso como esse de centro-direita, em que a maioria está ali estabelecida por identidade programática”, declarou.
A fala ocorreu horas depois de Flávio esclarecer que não pretende promover uma ruptura institucional caso seja eleito. Segundo ele, propostas diferentes das que apresentou sobre mudanças constitucionais seriam apenas “especulação”.
