O Republicanos declarou nesta quarta-feira (7) apoio à candidatura do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno contra o presidente Lula (PT). A decisão foi anunciada pelo presidente nacional da legenda, deputado Marcos Pereira (SP), durante evento em Brasília que reuniu lideranças do partido e o candidato do PL.
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A mudança ocorre depois de o Republicanos ter adotado neutralidade na disputa presidencial no primeiro turno. A legenda decidiu agora apoiar institucionalmente Flávio, mas preservou a autonomia de integrantes que mantêm alianças políticas regionais com o PT.
“O primeiro turno passou, o povo falou, e agora o Brasil tem diante de si uma escolha clara entre dois caminhos. Parlamentares e lideranças do nosso partido em todo o país, venho anunciar que o Republicanos vai apoiar Flávio Bolsonaro para presidente da República”, afirmou Pereira.
O dirigente, porém, fez uma ressalva em relação às disputas estaduais. “Mas mantenho meu respeito a realidades locais, e cito Paraíba e Pernambuco”, disse.
Pereira também deixou claro que a adesão não representa apoio irrestrito a um eventual governo de Flávio. “Não é uma decisão incondicional, mas nasce da voz das urnas e de um sentimento que a gente ouve em toda esquina, o brasileiro quer ter esperança de novo”, declarou.
Segundo o presidente da legenda, o resultado eleitoral aumentou a responsabilidade dos partidos diante do segundo turno. “O voto de milhões de brasileiros dá poder, mas dá antes de tudo responsabilidade”, afirmou.
O anúncio contou com a presença do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um dos principais articuladores do apoio a Flávio, além de outras lideranças da sigla. Tarcísio já havia declarado apoio ao candidato do PL durante o primeiro turno e passou a atuar pela ampliação da base política de Flávio após o resultado de domingo (4).
Durante o evento, Tarcísio reforçou o compromisso do partido com a candidatura. “O Republicanos está aqui para te ajudar a ser um grande presidente da República”, afirmou.
Flávio agradeceu o apoio e aproveitou o discurso para defender mudanças na relação entre os Poderes. “Quando sentar na cadeira de presidente vou governar para todo mundo sim. Temos que garantir estabilidade. Não dá para aguentar o STF da forma como está”, declarou.
O candidato também defendeu uma mudança na relação institucional do país. “Temos que redemocratizar o Brasil porque as instituições precisam voltar a ser respeitadas”, afirmou.
Apoio não é seguido por toda a bancada
A decisão da direção nacional não obriga integrantes do Republicanos a abandonar alianças construídas nos estados. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), por exemplo, apoiou Lula no primeiro turno e não participou do ato que oficializou a adesão a Flávio.
O deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que integrou o governo Lula como ministro de Portos e Aeroportos, também ficou fora da reunião. A direção nacional optou por preservar as articulações regionais e não estabelecer punições para integrantes que mantenham apoio ao petista.
A legenda elegeu 41 deputados federais no pleito deste ano e terá uma das maiores bancadas da Câmara a partir de 2027. O peso da sigla amplia a importância da adesão para a composição política do segundo turno.
Flávio terminou a primeira etapa da eleição com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
O Republicanos se soma à federação formada por União Brasil e PP, que também declarou apoio a Flávio, além de outras lideranças que passaram a aderir à candidatura do PL após o primeiro turno. Entre elas estão o ex-presidente Michel Temer (MDB), o ex-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) e o ex-presidenciável Ronaldo Caiado (PSD).
