41% dos parlamentares em disputas majoritárias foram eleitos

A migração de deputados e senadores para disputas majoritárias não garantiu uma onda de vitórias nas eleições de 2026. Dos 100 parlamentares que concorreram ao Senado, a governos estaduais ou integraram chapas majoritárias, 41 conquistaram a eleição já no primeiro turno, segundo levantamento do Ranking dos Políticos. Outros 53 foram derrotados e seis continuam na disputa.

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O resultado definitivo desse grupo só será conhecido após o segundo turno, em 25 de outubro. Mesmo que todos os candidatos ainda na corrida sejam vitoriosos, o total de parlamentares eleitos chegará a 46, porque dois deles disputam entre si o governo do Tocantins.

A maior concentração de candidaturas ocorreu na disputa pelo Senado. Dos 100 nomes analisados, 73 buscaram uma das duas vagas disponíveis em cada estado. Ao fim do primeiro turno, 31 conseguiram se eleger, enquanto 42 ficaram fora da próxima composição da Casa.

A corrida pelos governos estaduais reuniu outros 15 parlamentares. Quatro deles resolveram a disputa já no primeiro turno: Cleitinho, em Minas Gerais; Sérgio Moro, no Paraná; Marcos Rogério, em Rondônia; e Zucco, no Rio Grande do Sul.

O segundo turno ainda será decisivo para quatro candidaturas. Alan Rick disputa o governo do Acre; Omar Aziz, o Amazonas; e Professora Dorinha e Vicentinho Júnior estão no páreo pelo Tocantins. Como os dois últimos são adversários no mesmo estado, somente um deles poderá engrossar a lista de eleitos.

PL concentrou candidaturas e vitórias

Entre os partidos analisados, o PL apresentou o maior contingente de parlamentares em disputas majoritárias. Foram 26 candidatos, dos quais 16 saíram das urnas eleitos, o que representa aproveitamento de aproximadamente 62%.

O MDB teve o segundo melhor resultado entre as principais siglas em termos de proporção: sete de seus 13 parlamentares candidatos conseguiram se eleger.

No PSD, três dos 14 nomes que disputaram cargos majoritários venceram. O PT também elegeu três, mas partiu de uma base de 12 candidatos. Já o PP teve três eleitos entre dez concorrentes.

Os números mostram que o tamanho das bancadas no Congresso não se traduziu necessariamente em desempenho equivalente nas disputas majoritárias. A taxa de conversão de candidaturas em vitórias variou significativamente entre as legendas.

Parlamentares também entraram na disputa presidencial

O levantamento não ficou restrito às eleições para Senado e governos. Também foram contabilizados congressistas que integraram chapas presidenciais.

É o caso de Eduardo Girão, que concorreu como vice na chapa de Romeu Zema (Novo), e de Flávio Bolsonaro (PL), que chegou ao segundo turno da eleição presidencial acompanhado de Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente.

Flávio e Gaspar estão entre os nomes cuja situação eleitoral ainda depende da votação de 25 de outubro. A relação dos candidatos que seguem na disputa também inclui Alan Rick, Omar Aziz, Professora Dorinha e Vicentinho Júnior.

Para Juan Carlos Arruda, diretor-geral do Ranking dos Políticos, o desempenho desses parlamentares permite observar quais lideranças conseguiram transformar a presença construída no Congresso em força eleitoral fora do Legislativo.

“O levantamento mostra como o resultado das urnas redesenhou a trajetória de lideranças que já tinham atuação no Congresso. Mais do que medir vitórias individuais, os dados ajudam a identificar quais grupos políticos conseguiram transformar força parlamentar em competitividade eleitoral nos estados”, afirmou.



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