Rodrigo Pacheco tomou posse hoje (30) como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A cerimônia ocorreu na sede da Corte, em Brasília, e foi restrita a convidados. Entre as autoridades presentes estava o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
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Pacheco assume a cadeira deixada por Bruno Dantas, que renunciou ao cargo no fim de agosto. A nomeação do ex-senador foi assinada pelo presidente Lula e publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (29).
A indicação recebeu ampla aprovação no Congresso. No Senado, foram 63 votos favoráveis e 4 contrários. Na Câmara dos Deputados, o placar foi de 404 votos a favor e 61 contra, além de uma abstenção.
A escolha de Pacheco foi apresentada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e recebeu apoio de parlamentares da base do governo e da oposição. O processo também foi acelerado por acordo entre lideranças, levando a indicação diretamente ao plenário do Senado.
Durante a cerimônia de posse, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, destacou a experiência de Pacheco no Legislativo e afirmou que a passagem pelo Parlamento pode contribuir para sua atuação na Corte.
“A experiência parlamentar dá uma compreensão muito concreta sobre como as decisões públicas são construídas, sobre as dificuldades da execução das políticas públicas e sobre o funcionamento das relações entre Poderes”, declarou o presidente.
Em seu discurso, Pacheco defendeu o diálogo entre as instituições e afirmou que o Estado deve atuar com probidade e respeito à legislação.
“Acredito que o diálogo institucional não enfraquece as instituições, ele as fortalece. O cidadão brasileiro espera do Estado probidade e respeito à lei. Espera também que as políticas públicas funcionem, que os serviços sejam prestados e que os recursos públicos produzam resultados aos cidadãos”, afirmou.
Trajetória política
Pacheco presidiu o Senado entre 2021 e 2024. Antes de assumir a vaga no TCU, estava em seu último período como senador por Minas Gerais.
O parlamentar também chegou a ser considerado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), com apoio de Alcolumbre. Lula, porém, indicou o então advogado-geral da União, Jorge Messias, para o posto.
Segundo relatos publicados antes da indicação ao TCU, Lula também havia defendido que Pacheco disputasse o governo de Minas Gerais. O senador recusou a possibilidade.
A composição do TCU tem nove ministros. Três são indicados pelo Senado, três pela Câmara e outros três pelo presidente da República, com aprovação do Senado.
Com a saída de Pacheco do Senado, a cadeira por Minas Gerais passa ao primeiro suplente, Renzo Braz (PP).
