Flávio critica caneta SUS e diz que não vai prometer picanha

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta quarta-feira (23) a promessa do presidente Lula (PT) de ampliar o acesso a canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em live com aliados, Flávio disse que não pretende fazer promessas como a da “picanha” e afirmou que seus compromissos seriam voltados a medidas concretas.

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“Não vou ficar prometendo picanha. Está faltando aspirina. Não é possível que vão ficar de novo acreditando na mentira dele”, afirmou.

A transmissão foi realizada no canal de Flávio no YouTube e contou com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e da candidata a deputada estadual Regina Nunes (MDB).

Antes da declaração de Flávio, Ricardo Nunes criticou a promessa do governo federal. “Lula está prometendo até a tal da caneta. O governo federal tem massacrado a gente na ponta, prometendo coisas que não vai cumprir neste período eleitoral”, disse.

Flávio afirmou que, em eventual governo, pretende garantir o abastecimento de medicamentos básicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), citando a dipirona.

“E ele prometendo o impossível. O pior é alguns cidadãos acreditando que vai chegar até caneta emagrecedora, que custa R$ 3.000 em média e exige aplicação mensal. Não entregou a picanha e vai entregar caneta? Não vai. Não vou ficar prometendo picanha. Meus compromissos vão ser concretos”, declarou.

Canetas no SUS

Lula anunciou em 17 de setembro que o governo pretende disponibilizar gratuitamente medicamentos para o tratamento da obesidade no SUS. A declaração ocorreu durante visita a uma unidade da Eurofarma em Montes Claros (MG).

O Ministério da Saúde informou que a oferta será feita com prescrição médica e a partir de um protocolo clínico que ainda está sendo estruturado. A pasta conduz o estudo Real-Bari, que acompanha 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras condições de saúde.

Segundo o ministério, o objetivo é definir critérios para o uso dos medicamentos na rede pública e garantir que o tratamento seja direcionado a pacientes que possam se beneficiar da terapia. A pasta também informou que existem 14 medicamentos registrados no país para o tratamento da obesidade.

Na ocasião do anúncio, Lula afirmou que a chamada “canetinha” seria utilizada gratuitamente por pessoas com obesidade quando houver indicação médica.



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