PF deflagra operação para rastrear emendas ao ‘Dark Horse’

Mendonça autoriza inquérito da PF sobre filme 'Dark Horse'

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta manhã (10) 49 mandados de busca e apreensão em operação relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Karina Gama, dona da Go UP, produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), roteirista do longa, são alvos, além de outras 20 pessoas.

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Batizada de “Make Up”, a operação ocorre em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Não há mandados de prisão.

A investigação, relatada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que ontem (09) teve anulada por Edson Fachin sua decisão de reintegrar Andrei Rodrigues ao comando da PF, apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Tese já rebatida pela própria produtora, que, recentemente, divulgou perícia que descarta o uso de dinheiro público no longa.

As investigações, de acordo com a PF, apontam “a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados. As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho deste ano”.

A corporação aponta também que “levantamentos financeiros identificaram, ainda, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado”.

A operação busca investigar, entre outros pontos, o suposto repasse de R$ 2 milhões em emendas por Mario Frias para organizações ligadas à proprietária da produtora.

O filme “Dark Horse” também é alvo de outra investigação no Supremo, sob relatoria de André Mendonça. Nesse caso, são analisados os repasses feitos para o filme por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a pedido de Flávio Bolsonaro.

Os investigados na ação de hoje podem responder por peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Em agosto, Dino autorizou o compartilhamento de dados da Polícia Civil de São Paulo com a Polícia Federal dos dados apreendidos na Operação Wi-Fi que atingiu Karina. A própria PF pediu acesso ao material para ampliar as investigações sobre suspeitas de desvios de recursos públicos, sobretudo emendas paralementares, envolvendo a Go UP.



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