Fachin suspende decisões Mendonça e Dino e Inquérito Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira (9) as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal (PF) e revogou a designação do ministro Alexandre de Moraes para conduzir o Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Na Petição 16.704, Fachin suspendeu o afastamento de Andrei Augusto Passos Rodrigues da direção-geral da PF e de Leandro Almada da diretoria de Inteligência, determinado por Mendonça na terça-feira (8). Também suspendeu a decisão de Dino, tomada nesta quarta, que havia reintegrado os dois delegados aos cargos.

Segundo Fachin, a sequência de decisões criou um cenário de “conflitos e sobreposições processuais” e de “grave lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal”.

O presidente do STF também determinou o sobrestamento da Petição 16.662, relatada por Mendonça, até nova deliberação. Andrei Rodrigues terá 48 horas para prestar informações. Depois disso, Fachin decidirá sobre sua permanência no comando da PF.

O Plenário do STF foi convocado para uma sessão extraordinária em 15 de setembro, às 10h, para analisar a Petição 16.662.

Moraes deixa comando do inquérito

Em decisão administrativa, Fachin revogou a designação de Moraes para conduzir o Inquérito 4.781, instaurado em 2019. A partir de agora, os procedimentos de investigação preliminar distribuídos por prevenção ao caso retornam à relatoria da Presidência do STF.

A portaria preserva os atos praticados durante o período em que Moraes esteve designado para a condução do inquérito. As ações penais que já tiveram denúncia recebida também permanecem sob sua responsabilidade.

Investigações contra ministros

Fachin determinou ainda a suspensão de procedimentos que tratem de possíveis investigações contra integrantes do STF. Pela decisão, esses casos deverão ser encaminhados inicialmente à Presidência da Corte.

Ao justificar a intervenção, Fachin afirmou que a manutenção de processos sob relatorias diferentes, envolvendo fatos parcialmente comuns, poderia gerar decisões contraditórias.

“É precisamente essa circularidade que reclama a atuação desta Presidência”, escreveu.

Na avaliação do presidente do STF, cabe à Presidência “velar pelas prerrogativas do Tribunal” e assegurar o cumprimento do regimento da Corte.

As medidas ocorrem em meio à crise interna do STF envolvendo as investigações relacionadas ao Banco Master.



Fontes – Link Original

Classificado como 5 de 5

Compartilhe nas suas Redes Sociais

Facebook
Twitter
WhatsApp

Parceiros TV Florida