O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu nesta sexta-feira (28) o financiamento privado do filme “Dark Horse”, sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Questionado sobre os R$ 61 milhões destinados à produção por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, Flávio negou ter recebido os recursos. A declaração foi dada em entrevista ao Jornal Nacional.
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“Eu não recebi dinheiro nenhum. Foi um patrocínio que fez o filme. Foi o produtor que fez o filme. Não fui eu que recebi”, afirmou.
Flávio reconheceu ter procurado Vorcaro para obter o patrocínio, mas negou qualquer contrapartida relacionada ao mandato de senador.
“Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um financiamento privado para um filho do próprio pai e alguém que obviamente, apesar de ser senador, não teve nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República para esse investidor”, declarou.
O candidato também afirmou que não buscou recursos públicos ou dinheiro por meio da Lei Rouanet.
“Eu não fui buscar dinheiro em Lei Rouanet, eu não fui buscar dinheiro em recursos públicos e esse foi um patrocínio que não tem nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro. É um patrocínio para um filme privado sobre o meu pai”, disse.
“Eu não queria, quer dizer, que essa obra de arte fosse perdida. É um sonho que tava se realizando de o presidente Bolsonaro merece uma obra de arte, uma obra-prima como um filme, como contando a história como um herói”, declarou.
Prestação de contas
Sobre a prestação de contas, Flávio disse que determinou à produtora que apresentasse os documentos em até 30 dias e afirmou que o procedimento foi concluído antes do prazo. Ele também citou uma perícia que apontou que não houve dinheiro público na produção.
“Conclui que não tem um centavo de dinheiro público nesse filme. É uma relação completamente privada”, afirmou.
Flávio disse ainda que sua participação no projeto envolveu a autorização para uso de sua imagem e a captação de investidores.
“A minha parte nesse filme foi autorizar o uso da minha imagem, de captar investidores. O contrato não cabe a mim”, declarou.
CPMI do Banco Master
O candidato afirmou que pediu a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master e assinou o requerimento para investigar o caso. Segundo ele, a comissão permitiria questionar diretamente Vorcaro sobre suas relações.
“Eu pedia muito que houvesse a CMPI do Banco Master, eu já assinei a CMPI, eu pedi que ela acontecesse porque tudo o que eu queria é que sentasse lá Augusto Lima e Daniel Vorcaro para perguntar qual é a sua relação com o Flávio Bolsonaro, que eu ia falar nenhuma relação com o filme”, afirmou.
Na sequência, Flávio cobrou explicações de Lula sobre sua relação com Vorcaro e citou o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo e outros nomes. Ele mencionou uma reunião envolvendo Lula, Galípolo, Augusto Lima e Vorcaro e afirmou que o episódio precisa ser esclarecido.
“Agora qual é sua relação com o Lula? Qual a relação com o Jacques Wagner? Qual a relação com o Rioporto? Qual a relação com o Galípolo?”, questionou. “Quem deve saber, quem deve querer explicações hoje é o atual presidente da República”, completou
