O programa ALive desta sexta-feira (28) repercutiu o furo do jornalista Claudio Dantas sobre a reunião realizada ontem (28) entre o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e lideranças do mercado financeiro. O encontro ocorreu na casa de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse, e, segundo Dantas, marcou uma mudança na percepção de integrantes da Faria Lima.
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De acordo com o jornalista, participantes da reunião afirmaram que “tudo mudou” na avaliação sobre Lula e Flávio. “O nome de Lula só foi citado lateralmente [durante a reunião] e em meio a críticas sobre a situação real e desesperadora do país”. “Chegou a hora de virar a chave”, defendeu Dantas.
Ainda segundo Dantas, Flávio conseguiu desmistificar a “imagem de radical” atribuída a ele pela grande mídia e demonstrou “maturidade e compreensão sobre a situação econômica” do Brasil.
A coordenadora econômica da campanha de Flávio à Presidência, Dani Marques, que participou do encontro, afirmou exclusivamente ao ALive que houve uma mudança na percepção da “Faria Lima” e que os agentes do mercado passaram a ter a “percepção de qualquer brasileiro comum”.
“O Brasil tá ruim pra todo mundo. Tá ruim, principalmente pro povo, pras pessoas de baixa renda. Você imagina se as pessoas que tão lá, que andam de carro blindado, que tão na casta de privilégios do Brasil, que tão olhando o Brasil de cima, que tem helicóptero, elas tão com medo. Você imagina o que tá acontecendo com o povo”, declarou a ex-presidente da Caixa.
Entre os convidados para a reunião estavam Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco; Milton Maluhy Filho, do Itaú; Gilson Finkelsztain, do Santander; Roberto Campos Neto, do Nubank; Fábio Barbosa, presidente da Natura & Co; Daniel Goldberg, sócio-fundador e CIO da Lumina Capital, além de outros executivos e nomes do setor financeiro.
Marques afirmou que a preocupação com a situação econômica também alcança empresas e bancos. “Então se a inadimplência vai bater no balanço dos bancos, e as oito milhões de micro e pequenas empresas que tão endividadas? Então existe uma consciência hoje que a gente tá numa insegurança jurídica enorme”, continuou Dani.
“O Custo Brasil, ele é impagável pra quem produz riqueza. Então o que é o Custo Brasil? Um trilhão e setecentos bilhões de reais. É como você acordar pra empreender e você vai andar até o seu trabalho com mil e setecentos quilos a mais na mochila pra produzir o mesmo carro ou a mesma bicicleta do que um cara que tá em Singapura nos Estados Unidos ou na Índia. E parte desse custo é produzido pelo governo e pela desarmonia entre os poderes”, completou.
Marques também afirmou que Flávio foi “muito propositivo” durante a reunião e se comprometeu “a fazer um governo pautado na técnica e no diálogo pra harmonizar os poderes”: “Para dialogar com o Congresso, que se Deus quiser será de maioria de centro-direita, muito importante essa eleição pra senadora e deputado, pra que a gente possa fazer as reformas que o Brasil precisa, apontar o Brasil pro futuro e fazer um país que é rico demais pra dar errado crescer, tirar as pessoas dessa situação de endividamento”.
“Ele foi muito propositivo, sendo esse líder conciliador, sendo o líder que tá montando um time técnico. […] Cabe ao nosso técnico, assim como o presidente Bolsonaro, montar um time técnico com conhecimento de causa em cada uma das pastas e ele fazer a ponte, usar o capital político e principalmente fazer a ponte do bom diálogo político pra que o Brasil avance”, completou.
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