Weverton pede investigação sobre vazamento de foto em piscina

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Lula no Senado, pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), providências para investigar o vazamento de uma fotografia encontrada em seu celular, apreendido pela Polícia Federal no fim de 2025.

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A imagem foi divulgada pela revista Piauí e mostra Weverton em uma piscina, durante um encontro realizado em 2023. Também aparecem na fotografia o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), além de Elmar Nascimento (União-BA), Alexandre Ramagem (PL-RJ), Paulo Azi (União-BA) e Juscelino Filho, que à época estava no União-MA e hoje está no PSDB.

A fotografia foi registrada no rancho do advogado Willer Tomaz, nos arredores de Brasília, durante um evento particular. Em nota, Tomaz repudiou a divulgação e afirmou que a imagem foi retirada do celular do senador “sem relação com sua atividade profissional ou com os fatos noticiados”.

Senador quer rastrear acesso ao celular

Na petição apresentada ao STF, Weverton solicitou a preservação integral dos registros de acesso aos dados apreendidos. Também pediu a identificação dos servidores que tiveram contato com o material e a apuração da origem do vazamento.

O senador citou nominalmente o delegado responsável pela investigação e pela guarda das provas.

“A indicação nominal do delegado que preside o feito não é acusação de autoria direta — é consequência da sua posição de responsável pela guarda do acervo de onde o material saiu. Se a entrega à imprensa foi obra de subordinado, os registros de acesso o revelarão; se houve autorização ou tolerância, igualmente”, afirmou.

Weverton também pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie possíveis infrações, incluindo eventual violação de sigilo funcional. O pedido prevê ainda o envio do caso à Corregedoria-Geral da PF para eventual apuração disciplinar.

Antes de recorrer diretamente ao ministro, o senador havia solicitado à Mesa do Senado que encaminhasse as mesmas providências a Mendonça, relator do caso no STF.

Foto estava em celular apreendido na Operação Sem Desconto

Segundo a petição, a fotografia estava armazenada no celular apreendido em dezembro de 2025, durante uma das fases da Operação Sem Desconto. O aparelho está sob custódia da Polícia Federal.

Weverton argumenta que a divulgação pode representar violação da intimidade, do sigilo dos autos e da presunção de inocência. Ele quer identificar todos os responsáveis pelo acesso ao conteúdo.

Investigação sobre fraudes no INSS

Weverton é investigado desde 2025 no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Na fase mais recente, a PF investigou um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas, sociedades patrimoniais e postos de combustíveis. Segundo os investigadores, essas estruturas poderiam ter sido usadas para movimentar e ocultar recursos relacionados às fraudes.

O advogado Willer Tomaz também foi alvo de uma das fases da operação. Ele é apontado na investigação como possível operador financeiro ligado ao esquema atribuído ao senador. Tomaz e Weverton negam qualquer envolvimento nas fraudes.

Segundo decisão de Mendonça, Tomaz seria “personagem de sustentação, associado a empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos” de Weverton Rocha.

O senador, por sua vez, é descrito na decisão como “responsável por formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos, acompanhar repasses, tratar de imóveis, orientar providências e interferir em decisões patrimoniais”.



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