PF mira Lulinha por sociedade oculta e facilitação de contratos no governo Lula – Paulo Figueiredo

Órgão policial citou o filho do presidente como beneficiário indireto de articulações feitas por Roberta Luchsinger, empresária e lobista

Relatórios da Polícia Federal sugerem que Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi citado como beneficiário indireto de articulações da empresária Roberta Luchsinger para facilitar contratos de medicamentos à base de canabidiol com o governo federal. A informação, divulgada pela revista Veja, revela que Lulinha é mencionado como peça-chave em negociações e que mantinha interesses econômicos com Luchsinger e Fernando Bittar.

Relatórios recentes da Polícia Federal (PF) mostram que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi citado como beneficiário indireto de articulações feitas por Roberta Luchsinger, empresária e lobista. O objetivo era facilitar contratos para fornecimento de medicamentos à base de canabidiol ao governo federal.

As informações vieram à tona em reportagem publicada nesta quinta-feira, 20, pela revista Veja, que teve acesso a documentos da investigação. Lulinha está no centro de três inquéritos atualmente em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Lulinha como peça-chave em negociações

Segundo os documentos, Roberta Luchsinger mencionou Lulinha como peça decisória em projetos que buscavam mudanças legislativas e contratos públicos. “As comunicações revelam que Fábio é mencionado por Roberta Luchsinger como referência decisória nos projetos discutidos”, afirma a PF. “Ele foi indicado como beneficiário indireto das articulações conduzidas por terceiros em seu nome.”

Além disso, a Polícia Federal identificou mensagens de Roberta que mencionam a necessidade de Lulinha deixar o Brasil até junho de 2025, período em que ele se mudou para a Espanha. A apuração também mostra que Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, teria intermediado reunião entre Roberta e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde.

Suspeita de sociedade oculta e atuações além do lobby

Outro ponto de destaque é que, conforme representação da PF encaminhada ao STF, Lulinha mantinha “comunhão de interesses econômicos” com Roberta Luchsinger e o empresário Fernando Bittar, ex-dono do sítio de Atibaia (SP), investigado na Lava Jato. Os três são suspeitos de manter uma “sociedade oculta” em negócios ligados a Cannabis medicinal, com tentativas de venda ao Ministério da Saúde.

De acordo com a Polícia Federal, a atuação do trio extrapolava atividades de lobby, incluindo facilitação de contratos públicos, promoção de mudanças legislativas para interesses privados e pagamentos a agentes públicos de alto escalão.

“Os elementos reunidos indicam que Roberta atuou de forma sistemática na interlocução de interesses relacionados ao mercado do canabidiol junto a integrantes do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial, tendo Fábio Luís Lula da Silva aparentemente acompanhado ou impulsionado determinadas tratativas”, explicou o documento da PF.

Crédito Revista Oeste

Fontes – Link Original

Classificado como 5 de 5

Compartilhe nas suas Redes Sociais

Facebook
Twitter
WhatsApp

Parceiros TV Florida