O Republicanos decidiu expulsar o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, por infidelidade partidária. A punição ocorreu após o prefeito declarar apoio e pedir votos para a esposa, Sirlange Maganhato, candidata a deputada federal pelo União Brasil.
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A decisão foi tomada por unanimidade, com cinco votos a zero, pelo Conselho de Ética nacional da sigla em 6 de agosto. O processo foi relatado pelo vereador de São Paulo André Santos (Republicanos), que recomendou a expulsão após Manga reconhecer no processo que apoiaria a candidatura da mulher.
Manga estava com a filiação partidária suspensa desde 15 de julho, quando o procedimento disciplinar foi aberto.
Apoio à esposa motivou expulsão
A punição teve como base um vídeo publicado por Manga nas redes sociais. Nas imagens, ele aparece na sede do União Brasil em Sorocaba e declara apoio à candidatura de Sirlange. O prédio estava decorado com fotos dos dois.
Na defesa apresentada ao partido, Manga reconheceu o direito do Republicanos de analisar sua conduta, mas reafirmou “o apoio total e irrestrito” à candidatura da esposa.
O relator considerou que o prefeito admitiu o descumprimento das regras internas da legenda.
O estatuto do Republicanos prevê advertência, suspensão ou expulsão para filiados com mandato eletivo que “manifestarem, formal e informalmente, apoio político a candidato, governo ou personalidade pública” contrário aos interesses da sigla.
Após a decisão, Manga afirmou que continuará apoiando Sirlange. O prefeito também declarou que “recebe com muita tranquilidade essa decisão, mantendo o respeito de sempre por todos que tiveram participação em sua trajetória política, a qual permitiu, dentre outras importantes vitórias, tornar Sorocaba conhecida nacionalmente como a melhor cidade do Brasil para se viver”.
Manga foi reeleito em 2024
Conhecido pela forte presença nas redes sociais, Manga tem 3,4 milhões de seguidores no TikTok e cerca de 4 milhões no Instagram. Ele foi reeleito prefeito de Sorocaba em 2024, com 73% dos votos.
Em novembro de 2025, a Justiça determinou seu afastamento cautelar do cargo durante uma investigação sobre supostos desvios na área da saúde municipal.
Em março de 2026, uma liminar do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o retorno de Manga à Prefeitura. A decisão foi posteriormente confirmada pela Segunda Turma da Corte.
O prefeito também foi denunciado pela Procuradoria Regional da República por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, contratação ilegal e fraude em licitações. As acusações têm como base a Operação Copia e Cola, da Polícia Federal. A defesa de Manga contesta as acusações.
