Uma ex-empregada doméstica de Roberta Luchsinger afirmou, em uma ação judicial movida contra a ex-patroa, que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, era o “marido” da lobista. O processo também reúne mensagens que, segundo a autora, indicam que os dois moravam juntos em uma residência no Lago Sul, em Brasília. As informações são do portal Metrópoles.
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Zildeni Gomes de Souza trabalhou durante anos na casa de Roberta e entrou com uma ação questionando uma promessa feita pela ex-patroa de compra de um imóvel para ela no Itapoã, região administrativa do Distrito Federal. Segundo a empregada, a negociação não foi concluída e ela busca reparação financeira.
Na petição inicial, Zildeni menciona Fábio Luís Lula da Silva ao relatar acontecimentos envolvendo a vida pessoal da ex-patroa. “No curso das tratativas, sobreveio situação envolvendo o marido da Ré, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido publicamente como ‘Lulinha’, fato que culminou na saída do casal do país”, diz um trecho do documento.
A ação foi protocolada inicialmente no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), em julho deste ano, mas posteriormente foi encaminhada para a Justiça do Trabalho. Atualmente, o processo tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). A defesa de Zildeni é feita pelo advogado Evandro Inácio Kuwabara.
Segundo a autora, a relação com Roberta ultrapassava o vínculo profissional. “Cumpre destacar que a relação existente entre as partes ultrapassava uma simples relação comercial. A autora trabalhou por anos na residência da ré, circunstância que naturalmente gerou entre ambas vínculo de confiança e proximidade”, afirma a petição.
No processo, Zildeni relata que teve despesas para reunir documentos necessários para a compra do imóvel e pede indenização de R$ 15 mil por danos materiais e R$ 40 mil por danos morais. O valor atribuído à causa é de R$ 345 mil.
A ex-funcionária afirma ainda que trabalhava de segunda a sexta-feira, com jornadas que chegavam a aproximadamente 12 horas no período noturno em três dias da semana. O salário informado na ação era de R$ 3 mil mensais.
Entre os documentos apresentados, há mensagens atribuídas a Roberta Luchsinger nas quais ela menciona a presença de Lulinha no imóvel. Em uma delas, a lobista afirma: “Sofri acidente esquiando. Fábio estará aí dia 27”.