Sophie Cunningham contra atletas trans no esporte feminino

Sophie Cunningham

A armadora Sophie Cunningham, do Indiana Fever, viu seu primeiro tênis exclusivo lançado pela Adidas esgotar na maior parte dos tamanhos poucas horas após chegar ao mercado, na última sexta-feira (24). O lançamento ocorreu dias depois de a jogadora reafirmar publicamente sua posição contrária à participação de atletas transgênero em competições femininas.

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O sucesso nas vendas ocorre em meio ao crescimento da popularidade de Cunningham dentro e fora das quadras. Na atual temporada da Women’s National Basketball Association (WNBA, Associação Nacional de Basquete Feminino) a jogadora registra médias de 9,3 pontos, 2,4 rebotes e 1,3 assistências por partida, além de um aproveitamento de 42,9% nos arremessos de três pontos. O Indiana Fever ocupa atualmente a quinta posição da liga, com campanha de 17 vitórias e 10 derrotas.

Declarações sobre atletas trans

Na semana passada, Cunningham voltou a defender que atletas transgênero não disputem competições femininas. Em entrevista à ESPN e, posteriormente, em conversa com jornalistas antes de uma partida do Indiana Fever, ela afirmou que mantém o mesmo entendimento sobre o tema.

“Eu disse o que disse. Acho que é uma questão de bom senso. E acho que sempre acreditarei nisso. Acho muito importante proteger as crianças, e isso inclui as meninas. Mantenho o que disse.”

A atleta também afirmou que sua posição não decorre de alinhamento político.

“Não sou uma pessoa muito política.”

Segundo Cunningham, sua manifestação está relacionada à defesa do esporte feminino e dos direitos garantidos às mulheres.

“É por isso que existe o Título IX. É por isso que temos algumas das maiores atletas do esporte feminino. Se o Título IX e o esporte feminino não fossem protegidos, não ouviríamos falar de nenhuma mulher no esporte. Portanto, acho que, no futuro, é fundamental proteger isso.”

Questionada sobre críticas de que suas declarações poderiam ser interpretadas como hostis à comunidade trans, a jogadora negou.

“Eu não desgosto de ninguém. Há espaço para amar a todos.”

Ela acrescentou:

“Também estou aqui para amar as mulheres biológicas, e acho que existem direitos que precisam ser protegidos. Como eu disse, vou me manter fiel a isso. Nunca vou vacilar nas minhas crenças. Mas nunca afirmei que odiava a comunidade trans.”

Clube defende respeito às diferentes opiniões

Após as declarações da atleta, o Indiana Fever divulgou uma nota afirmando que as opiniões expressadas por Cunningham são pessoais e não representam a posição institucional da franquia.

“Nossos jogadores são adultos ponderados com suas próprias perspectivas e opiniões, e esses pontos de vista são deles.”

O clube acrescentou que permanece comprometido com um ambiente inclusivo.

“Estamos comprometidos em acolher torcedores de todas as origens e tratar todos com respeito, e é isso que nos guia como organização.”



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