O pré-candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, afirmou que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) é “inviável” em uma disputa contra o presidente Lula (PT). O fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) avalia que parte do eleitorado antipetista deve migrar para uma terceira alternativa ao longo da campanha eleitoral.
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Em entrevista ao Estadão publicada hoje (24), Renan declarou que a estratégia de sua candidatura é alcançar 10% das intenções de voto antes do início oficial da campanha e consolidar sua posição como alternativa no campo oposicionista.
Segundo ele, a candidatura de Flávio Bolsonaro não teria capacidade de ampliar apoio para além do eleitorado já alinhado ao bolsonarismo.
“A campanha do Flávio é morta e de defesa, não de ataque”, afirmou. Para Renan, o senador estaria condicionado à defesa do legado político do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que limitaria seu crescimento eleitoral.
O pré-candidato disse ainda acreditar que parte dos votos da direita migrará para nomes considerados competitivos fora do grupo bolsonarista.
“Haverá uma migração de votos para o terceiro colocado viável no campo antipetista”, declarou.
Renan afirmou que busca ampliar a distância em relação aos governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG), que também aparecem como potenciais candidatos à Presidência.
Ao comentar o cenário político, o fundador do MBL avaliou que o bolsonarismo perdeu capacidade de mobilização eleitoral.
“As pessoas mais velhas à esquerda viram que o governo Lula foi fraco, essa é a real. Ninguém está motivado em fazer campanha para o Lula. E o bolsonarismo morreu, ainda mais com um candidato como o Flávio. Então é um fenômeno morto. Os mais jovens, entretanto, são otimistas”, disse.
Levantamento Genial/Quaest divulgado neste mês mostra Lula com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 29%. Renan Santos aparece com 3%, mesmo percentual atribuído a Ronaldo Caiado. Romeu Zema registra 2%.
Sem tempo de propaganda gratuita em rádio e televisão, o Missão tem concentrado sua estratégia nas redes sociais, além da participação em debates e entrevistas. Pesquisa Datafolha divulgada em maio apontou que 73% dos eleitores ainda não conhecem Renan Santos.
O pré-candidato cita como referências políticas o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele. De Milei, destaca a agenda econômica e a comunicação direta. De Bukele, menciona as ações de enfrentamento às facções criminosas.