Flávio Bolsonaro virou a mesa. O que para a mídia do pix e o Palácio do Planalto era apenas uma ‘visita de fã’ a Donald Trump, transformou-se num fato geopolítico de repercussão hemisférica. O pedido do pré-candidato da direita para declarar PCC e CV como organizações terroristas, vejam só, foi prontamente atendido pelo presidente americano e anunciado há pouco.
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Por meses, a Casa Branca pediu em vão ao governo Lula que o fizesse, na expectativa de unir esforços para combater grupos que se transformaram em verdadeiras multinacionais do crime.
Mesmo assim, Lula não quis saber. Mesmo com o noticiário batendo à porta do Palácio do Planalto, com investigações que fisgaram o dono da Choquei e a advogada Deolane Bezerra, ambos aliados políticos do petista.
O próprio Trump tocou no tema na reunião que tiveram há poucas semanas, ouvindo como resposta um sonoro ‘não’ e, dias depois, o anúncio de um ‘plano bilionário’ de combate ao crime, mas que se resume a compras de equipamentos e linhas de crédito para os estados.
O que Lula não quis ouvir ou não quer admitir é que PCC e CV há muito deixaram de ser um problema de segurança pública, convertendo-se em questão de segurança nacional, de soberania mesmo.
Além de atormentar o cidadão comum com violência cotidiana, essas organizações criminosas infiltraram-se no mercado financeiro, em setores econômicos inteiros e no próprio Estado; elegem políticos, formam juízes e promotores.
Cruzam as fronteiras e se aliam a terroristas e máfias mundo afora; traficam drogas, armas, seres humanos (crianças, inclusive) e material biogenético. Dominam territórios, controlam cidades e serviços, humilham as forças de segurança. Provocam terror.
Não há qualquer justificativa plausível para um governo não querer combater narcoterroristas, a menos que esteja associado a eles. E é exatamente essa a pergunta que os eleitores deste miserável país estão se fazendo neste momento e seguirão fazendo até outubro.
Fato é que Flávio expôs à cúpula do governo Trump a resistência de Lula em declarar PCC e CV como organizações terroristas. Trump não havia entendido antes. Mas, agora, conversando com um político de direita, parece que entendeu perfeitamente.
E, agora, nenhuma narrativa imposta pela mídia do pix ou pela diplomacia petista será capaz de convencer Trump e seus assessores, nem o digníssimo eleitor pagador de impostos.
Já vou avisando que soará ridículo tentar acusar Flávio Bolsonaro de atentar contra a soberania brasileira justamente por pedir a designação de PCC e CV como organizações terroristas. Pois, se trata justamente de resgatar a soberania violada por essas organizações.
Uma tarefa tão hercúlea que o próprio governo Trump convidou mais de uma dezena de países para ajudá-lo. Pois, não é apenas a soberania brasileira que foi violada, mas a americana, a chilena, a argentina, a salvadorenha e de todas as nações que habitam o hemisfério.
Infelizmente, Lula mantém o Brasil fora do Escudo das Américas e resiste a combater PCC e CV de verdade. Na verdade, só teremos chance de resgatar nossa soberania das mãos dessas organizações terroristas impedindo um quarto mandato de Lula.
Parabéns, Flávio!