O balanço parcial da nova fase da Operação Sem Desconto aponta que a Polícia Federal (PF) apreendeu, até o início da tarde desta quarta-feira (27), R$ 287,2 mil em espécie, 22 celulares e dez veículos, incluindo carros de luxo das marcas Land Rover, Porsche, BMW e Mercedes-Benz.
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A ofensiva, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), cumpre 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico no Distrito Federal, em São Paulo, Pernambuco e Paraíba. As ordens foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a PF, esta etapa da investigação busca aprofundar a apuração sobre um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os investigadores apuram suspeitas de organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.
Entre os alvos estão associações suspeitas de promover cobranças indevidas diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas. Foram citadas nas investigações a Amar Brasil Clube de Benefícios, MasterPrev, AASAP e ANDAPP.
A operação também atingiu ex-dirigentes dessas entidades e servidores ligados ao INSS. Um dos investigados é Everaldo Felício de Macedo, técnico do instituto suspeito de receber pagamentos do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado pela investigação como operador central do esquema.
Outro alvo é Felipe Macedo Gomes, ex-presidente da Associação Amar Brasil Clube de Benefícios. Igor Dias Delecrode, ex-presidente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista, também aparece entre os investigados.
A Polícia Federal chegou a pedir a prisão dos envolvidos, mas o ministro André Mendonça autorizou apenas medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e buscas.
A nova fase ocorre após mudanças internas na condução do inquérito dentro da PF. O caso deixou a divisão especializada em crimes previdenciários e passou a ser conduzido pela Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores.
O delegado responsável anteriormente pelas apurações foi substituído. Ele havia solicitado, no fim do ano passado, quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT). Segundo a investigação, Lulinha não é alvo da atual fase da operação.