ONG compara caso de Motta e Ciro ao “helicoca” dos Perrella

A Transparência Internacional Brasil comparou o arquivamento da investigação envolvendo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) ao caso do “helicoca” da família Perrella, ocorrido em 2013.

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A manifestação foi publicada hoje (22) após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o arquivamento do inquérito contra parlamentares ligados ao voo investigado pela Polícia Federal por suspeitas de facilitação de contrabando, descaminho e prevaricação.

Em publicação no X, a entidade afirmou que o caso atual deve seguir o mesmo desfecho do episódio envolvendo a família Perrella, quando apenas o piloto acabou investigado.

“O presidente da Câmara e outros líderes voam de um paraíso fiscal no jato de um investigado por ligações c/ crime organizado e, na chegada, a tripulação passa sem inspeção da bagagem. Mas a PGR e Moraes não vêm motivo p/ investigar os políticos, apenas o piloto será alvo de inquérito”, escreveu a Transparência Internacional Brasil.

Na mesma publicação, a organização relembrou o caso do “helicoca”, quando um helicóptero pertencente à empresa da família do então senador Zezé Perrella foi apreendido com 445 quilos de pasta base de cocaína.

“Em 2013 um helicóptero foi apreendido com meia tonelada de pasta base de cocaína. O ‘helicoca’ era de propriedade de empresa da família do então senador Zezé Perrella e o piloto era funcionário do gabinete de seu filho, o então deputado Gustavo Perrella. Apenas o piloto foi investigado por tráfico”, afirmou a ONG.

O caso arquivado por Moraes envolve um voo particular vindo da ilha de São Martinho, no Caribe, em aeronave do empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, ligado ao setor de apostas online e citado na CPI das Bets.

Além de Hugo Motta e Ciro Nogueira, também eram investigados os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Na decisão, Moraes afirmou que os elementos reunidos pela Polícia Federal não apontaram participação dos parlamentares em irregularidades.

“O fato de os parlamentares estarem no voo não representa circunstância indicativa de qualquer participação nos crimes”, escreveu o ministro.

Segundo a decisão, imagens analisadas pela investigação mostram que os parlamentares passaram pelos procedimentos de fiscalização no desembarque. Moraes também acompanhou parecer da Procuradoria-Geral da República, que apontou ausência de indícios mínimos contra os congressistas.

Com o arquivamento em relação aos parlamentares, o ministro determinou o envio do caso para a 1ª Vara Federal de Sorocaba, em São Paulo, por entender que não havia mais competência do STF para manter a tramitação na Corte.



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