O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema afirmou nesta quarta-feira (20), durante a Marcha dos Prefeitos, que pretende implementar um plano econômico baseado em privatizações, redução de gastos públicos e combate a privilégios em Brasília.
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Ao apresentar propostas durante evento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Zema afirmou que seu compromisso é acabar com a “farra dos intocáveis”.
“Chega de privilégios, chega de mordomia, chega desse sistema que funciona para quem vive no luxo de Brasília, enquanto os nossos municípios estão no lixo”, declarou.
O pré-candidato também afirmou que pretende realizar uma nova reforma previdenciária e ampliar privatizações para reduzir a dívida pública e derrubar os juros.
“Vamos privatizar, pra mim não ter vaca sagrada, usar esses recursos para quitar a dívida da união, que é um dos grandes problemas que ocasionam os juros altos”, disse.
Segundo Zema, o governo federal precisa gastar menos do que arrecada.
“Comigo, o governo federal vai gastar menos do que arrecada, porque aí a dívida pública vai cair, os juros também vão cair”, afirmou.
Durante o discurso, o ex-governador criticou a política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva e disse que o país vive sob excesso de gastos públicos.
“O que tem hoje no Brasil é um governo federal que atua como está é um freio de mão puxado, é um carro que vai devagar gastando muito e demorando a chegar”, declarou.
Zema também afirmou que pretende rever benefícios sociais e citou fraudes em programas assistenciais.
“Tem muita fraude e tem muito marmanjão, homem de 20, 30 anos com proposta de emprego disponível que não quer trabalhar e prefere se perpetuar vivendo de viups, complementando a renda do auxílio”, disse.
Segundo ele, o atual modelo incentiva dependência permanente do Estado.
“Isso faz com que a pessoa não se qualifique e está virando um círculo vicioso”, afirmou.
O pré-candidato também defendeu uma reforma administrativa para aumentar a racionalidade do setor público.
“O setor público precisa de mais racionalidade”, declarou.
Na área da segurança, Zema prometeu combater facções criminosas e retomar territórios dominados pelo crime organizado.
“Nós vamos libertar os brasileiros de bem da ditadura da extorsão”, afirmou.
O ex-governador criticou o plano federal de combate ao crime organizado e disse que a proposta não enfrenta o controle territorial exercido por facções em diversas cidades brasileiras.
“O plano de combate ao crime organizado que o governo federal apresentou é enganação”, declarou.
Durante conversa com jornalistas, Zema também comentou o caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e afirmou que candidatos à Presidência precisam ter independência moral.
“Cada um tem o direito de se explicar das acusações que pesam sobre ele”, afirmou.
Segundo o pré-candidato, o país precisa recuperar a ordem institucional.
“As pessoas têm que estar lá com a condição de independência moral para poder governar o país”, disse.
Ao falar sobre sua trajetória política, Zema afirmou que entrou na política vindo da iniciativa privada e voltou a defender o histórico de sua gestão em Minas Gerais.
“Eu criei uma empresa que dá mais de 5 mil empregos diretos e fui para a política por vocação, para servir, para mostrar que é possível fazer uma política sem escândalo, sem corrupção, sem favorecer parentada e companheirada”, declarou.
O ex-governador também afirmou que pretende levar ao país o modelo adotado em Minas Gerais.
“Lá em Minas nós mostramos que dá para fazer diferente”, disse.