Autoridades dos Estados Unidos investigam um grupo de brasileiros suspeito de comandar o que pode ser a maior fraude imigratória já registrada no país. O esquema, segundo a polícia, movimentou mais de US$ 20 milhões e teria feito centenas de vítimas, em sua maioria também brasileiras.
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Quatro pessoas foram presas na quarta-feira (22): Vagner Soares de Almeida, apontado como líder, além de Juliana Colucci, Ronaldo Decampos e Lucas Felipe Trindade Silva. Eles são acusados de associação criminosa, fraude organizada, extorsão e exercício ilegal da advocacia.
De acordo com o gabinete do xerife do Condado de Orange, o grupo operava por meio de uma empresa que se apresentava como agência de serviços de imigração. A promessa era auxiliar imigrantes em processos de regularização e pedidos de asilo nos Estados Unidos.
Segundo as investigações, o esquema funcionava com base em manipulação, informações falsas e pressão sobre clientes em situação de vulnerabilidade. As autoridades afirmam que a organização explorava o medo de deportação e a falta de informação das vítimas.
A polícia informou que os suspeitos acumularam recursos enquanto parte dos clientes não obteve avanço nos processos migratórios. Em vários casos, não houve evolução na tentativa de regularização no país.
Até o momento, sete vítimas formalizaram denúncias, com prejuízos entre US$ 2,5 mil e US$ 26 mil. Os investigadores, no entanto, avaliam que o número de atingidos pode ser maior.
A operação foi conduzida pelo gabinete do xerife, pela agência de Investigações de Segurança Interna e pela Procuradoria-Geral da Flórida. As autoridades seguem apurando a extensão do esquema e a identificação de outras vítimas.