O presidente Lula (PT) anunciou a ampliação de R$ 20 bilhões no orçamento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) para 2026, em meio ao calendário eleitoral. O pacote inclui ainda mudanças nas regras de acesso e a redução dos juros em linhas de crédito voltadas à melhoria de moradias.
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Uma das principais novidades é a queda da taxa de juros do programa Reforma Casa Brasil para 0,99% ao ano, abaixo dos patamares anteriores. A medida busca estimular pequenas obras e reformas residenciais, ampliando o alcance da política habitacional.
Além disso, o governo atualizou as faixas de renda do MCMV. A Faixa 1 passou a contemplar famílias com renda de até R$ 3.200 mensais, enquanto a Faixa 2 foi elevada para R$ 5 mil e a Faixa 3 para R$ 9.600. Já o limite da chamada classe média foi ampliado para R$ 13 mil.
Apesar das alterações nos critérios de elegibilidade, as taxas de financiamento imobiliário dentro do programa foram mantidas. A principal mudança técnica se concentra nas condições do crédito para reformas, que também teve o valor máximo elevado de R$ 30 mil para R$ 50 mil e o prazo de pagamento estendido para até 72 meses.
Os subsídios que permitem juros mais baixos são bancados pelo Tesouro Nacional, o que implica impacto direto sobre os recursos públicos. A execução das operações continua sob responsabilidade de bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
As mudanças ampliam o público atendido e reforçam o foco também na classe média, ao mesmo tempo em que elevam o volume de recursos destinados à política habitacional em um ano marcado pela disputa eleitoral.