PGR condiciona apuração sobre ministros do STF a indícios de crime no caso Master

PGR afirma que só investigará ministros do STF no caso Master se houver indícios de crime

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, afirmou que eventuais investigações sobre a relação de ministros do Supremo Tribunal Federal com o empresário Daniel Vorcaro dependem da existência de indícios de crime.

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Segundo Gonet, o material divulgado até o momento não levou a Procuradoria-Geral da República a abrir apuração.

“investigação pressupõe indício de crime”.

Vorcaro está preso desde 4 de março, após a terceira fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça. Ele negocia acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a PGR.

Em março, foi firmado acordo de confidencialidade que restringe o acesso às informações às equipes de defesa, à PGR e à Polícia Federal.

O empresário já havia sido preso em novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, ao tentar embarcar para Dubai. As autoridades interpretaram a saída como tentativa de fuga.

No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master por suspeitas de fraudes no sistema financeiro.

Nos meses seguintes, vieram à tona informações sobre relações do empresário com autoridades.

No caso do ministro Alexandre de Moraes, foi revelado contrato de R$ 129 milhões entre o banco e o escritório da advogada Viviane Barci. Também foi divulgada mensagem enviada por Vorcaro ao ministro no dia da primeira prisão.

Em relação ao ministro Dias Toffoli, o vínculo envolve participação de fundos ligados a familiares do empresário em empreendimento que pertencia a familiares do magistrado.

O nome do ministro Kassio Nunes Marques aparece em registros de viagem realizada em aeronave associada a empresa ligada ao empresário. A assessoria informou que o voo foi pago por advogada ligada à defesa do banco.

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontou pagamentos de R$ 281 mil ao escritório de Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro.

O ministro Gilmar Mendes também foi citado em viagem em aeronave operada por empresa associada ao empresário. O magistrado afirmou que aceitou carona e disse desconhecer a relação da aeronave com o grupo.



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