O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, votou pela revisão de condenações impostas a réus envolvidos nos atos de 8 de janeiro, ao analisar recursos apresentados pelas defesas. A manifestação marca uma mudança em relação ao posicionamento adotado anteriormente pelo magistrado, quando integrou a maioria favorável às condenações.
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Ao reexaminar os processos, Fux afirmou que seu entendimento inicial foi influenciado pelo contexto de urgência após os ataques, mas que uma análise mais aprofundada dos casos o levou a reconsiderar parte das decisões.
Segundo o ministro, a revisão busca corrigir distorções e garantir maior adequação entre as condutas e as punições aplicadas.
Nos votos, o magistrado se posicionou pela absolvição total em sete casos envolvendo acusados que estavam acampados em frente ao quartel-general do Exército. Esses réus haviam sido condenados por crimes como incitação e associação criminosa, com penas mais baixas. Para Fux, não há elementos suficientes que justifiquem a manutenção das condenações nesses casos.
Em outras três ações, relacionadas à invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, o ministro defendeu a absolvição parcial. Os réus haviam sido condenados por um conjunto mais amplo de crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado, com penas superiores a 13 anos. Fux propôs restringir a condenação ao crime de dano ao patrimônio público, o que implicaria redução significativa das penas.
Apesar da mudança de entendimento, a posição do ministro tende a não prevalecer no julgamento.
Até o momento, apenas os ministros André Mendonça e Nunes Marques têm apresentado divergências em relação às condenações dos envolvidos nos atos de janeiro.