Durante o programa Alive, apresentado por Júlia Lucy no YouTube nesta sexta-feira (10), o jornalista Tadeu Vieira afirmou que a disputa sobre o modelo de eleição no Rio de Janeiro ultrapassa o estado e pode gerar efeitos nacionais.
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Vieira iniciou destacando a atuação do ministro Luiz Fux no julgamento. Segundo ele, o magistrado foi “extremamente técnico” e classificou o cenário como “um descabimento”.
O jornalista também citou manifestações de outros ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele mencionou que há divergências internas e que ainda não existe decisão consolidada sobre o tema.
Ao tratar da ação, afirmou que “legalmente é uma manobra alucinada dentro do Supremo Tribunal Federal” e disse que o debate “não é sobre Rio de Janeiro, é nacional”.
Segundo Vieira, a discussão abre precedente para outros cenários institucionais. Ele afirmou que há risco de interferência na linha sucessória em diferentes níveis.
“Abre-se um precedente perigoso”, disse.
O jornalista também relacionou o tema ao cenário eleitoral de 2026. Ele citou a diferença de votos entre Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 e afirmou que mudanças no Rio podem impactar o resultado nacional.
Ao abordar o contexto político do estado, Vieira afirmou que o Rio seria o único do Sudeste com possibilidade de disputa aberta. Ele mencionou o nome de Eduardo Paes como parte de um projeto político ligado ao governo federal.
“Eduardo Paes é o projeto do presidente Lula para retomar o Estado do Rio de Janeiro”, disse, ao citar publicação partidária.
O jornalista afirmou ainda que há movimentação para evitar a realização imediata de eleições no estado. Segundo ele, o objetivo seria alterar o cenário eleitoral.
“Esse movimento que está acontecendo agora é uma espécie de golpe”, declarou.
Vieira também afirmou que a maioria do eleitorado fluminense teria tendência de voto à direita e que a disputa no estado será influenciada pelo cenário nacional.
Durante o programa, ele criticou o que chamou de articulação nos bastidores e afirmou que há tentativa de manter o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, no cargo até outubro.
“Qualquer que seja a eleição, ela deveria acontecer nos ritos constitucionais”, disse.
A cientista política Júlia Lucy também comentou o tema e afirmou que há estratégia política na disputa.
“Nós estamos falando de uma estratégia política, de tirar exatamente a possibilidade de a direita ter uma vitória no estado importante, que é o Rio de Janeiro”, afirmou.
Segundo ela, a decisão pode influenciar o cenário nacional e não deve ser tratada como um caso isolado.
“A gente não pode simplesmente achar normal, aceitar que a nossa Constituição seja desrespeitada”, disse.
Ao final, Lucy questionou se a população do Rio já percebe o impacto do tema, enquanto o debate sobre o modelo de eleição segue no STF.
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