O Banco Central (BC) impôs sigilo de 8 anos sobre documentos da liquidação extrajudicial do Banco Master, de Daniel Vorcaro. A classificação foi confirmada em resposta à CNN Brasil via Lei de Acesso à Informação (LAI).
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De acordo com o BC, a divulgação iria contra o “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país”.
A decisão de manter os dados sob sigilo foi determinada pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, em novembro de 2025. Com isso, os documentos ficam restritos até novembro de 2033. O economista foi indicado ao cargo por Lula (PT).
O BC também alegou à emissora que a liberação pode comprometer atividades de inteligência e investigações em andamento ligadas à prevenção ou repressão de infrações.
O tema já é alvo de questionamento no Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo a CNN, o ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso Master na Corte, acionou o Banco Central (BC) sobre a possibilidade de retirada do sigilo.
Em despacho de 24 de março, o ministro do TCU pediu que a autoridade detalhe quais trechos devem permanecer reservados ou se há possibilidade de liberação integral.
A liquidação do Master foi decretada em novembro de 2025. À época, o BC apontou problemas graves na instituição. “A decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do Conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN”, informou a autoridade monetária em nota na ocasião.
A medida atingiu o Banco Master S/A, Banco Master de Investimento S/A, Banco Letsbank S/A e a Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.
Dados do BC indicam que o conglomerado representava 0,57% do ativo total e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional (SFN).