O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que pretende denunciar ao governo Trump eventuais irregularidades de ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições presidenciais deste ano. A declaração foi feita em entrevista ao site Metrópoles.
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Segundo Eduardo, integrantes da Corte podem sofrer sanções por parte dos EUA, caso sejam identificadas irregularidades no pleito.
“Nós podemos fazer isso também em tempo real, por meio de conversas em aplicativos de mensagem. Isso daí é importantíssimo”, afirmou o ex-parlamentar. “Hoje o mundo funciona em tempo real e a eleição brasileira vai ser muito dinâmica”.
“Então, sim, estarei atento, farei as minhas denúncias quando entender pertinentes. E que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender e adotar as providências”, completou.
Na conversa, Eduardo disse que pretende levar eventuais denúncias à Casa Branca, a parlamentares americanos e à imprensa internacional: “À Casa Branca, a deputados, a senadores e a quaisquer outras pessoas que tenham algum poder efetivo ou mesmo notoriedade, seja nas redes sociais, seja nos jornais internacionais. Aonde eu tiver espaço, onde eu for consultado a levar informação, ali eu estarei para me expressar”.
O ex-parlamentar citou o relatório divulgado ontem (1º) pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA como um “alerta” ao TSE. O documento afirma que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pratica censura no Brasil e aponta risco de interferência no processo eleitoral brasileiro deste ano.
“As ordens de remoção de conteúdo [de redes sociais] emitidas pelo Brasil em âmbito global, sua coordenação com censores dos EUA e estrangeiros e a remoção das proteções legais para plataformas de mídia social americanas representam uma ameaça à liberdade de expressão dos americanos”, diz o relatório.
“Essas ações demonstram que o Brasil não busca apenas silenciar a dissidência política dentro de suas fronteiras, mas também suprimir a liberdade de expressão em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos”, acrescenta.
Segundo Eduardo, “tudo isso pode sim gerar consequências reais. Isso tem que ser interpretado como um alerta, e o TSE tem que se movimentar para impedir essa censura nas eleições”. Ele também afirmou que houve tratamento desigual em decisões judiciais envolvendo Lula e Bolsonaro em 2022.
“O governo Trump pode implementar medidas contra quaisquer autoridades que identifique como sendo protetoras ou iniciadoras dessa censura, ou que tenham alguma participação em fraude eleitoral”, completou.