A Entrepay Instituição de Pagamento S.A. negou qualquer relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, em meio a investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Banco Central do Brasil (BC). As apurações buscam esclarecer se Vorcaro teria atuação indireta ou controle oculto sobre a empresa.
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Ao portal Metrópoles, o Grupo Entre, responsável pela Entrepay, afirmou que “não existe vínculo societário, de controle ou de governança” entre a companhia e o empresário, que é apontado como controlador do Banco Master. A empresa também informou que segue à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
A manifestação ocorre dias após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da Entrepay. A medida também atingiu outras empresas do mesmo grupo, incluindo a Acqio Adquirência Instituição de Pagamento e a Octa Sociedade de Crédito Direto, conforme publicação no Diário Oficial da União.
As investigações fazem parte de um conjunto mais amplo de apurações sobre possíveis irregularidades no sistema financeiro, incluindo suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro e problemas na gestão de fundos de investimento. O CEO da Entrepay, Antônio Freixo, conhecido como “Mineiro”, foi alvo da operação denominada “Compliance Zero” e teve o nome relacionado ao caso envolvendo o Banco Master.
Tanto Freixo quanto Vorcaro também são investigados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em um processo que analisa possíveis falhas na emissão e distribuição de cotas de fundos.
Em meio às investigações, a empresa também enfrentou problemas operacionais. O Banco do Nordeste rescindiu, em março, um contrato com a Entrepay após atrasos nos repasses a comerciantes. A parceria envolvia a oferta de maquininhas de pagamento a clientes do programa Crediamigo, mas houve registros de valores não creditados aos lojistas.
A situação intensifica a pressão sobre o grupo, que agora enfrenta questionamentos regulatórios e operacionais simultaneamente.