O petróleo subia mais de 2% nesta manhã (30) e passou a ser negociado próximo a US$ 115 por barril. Com isso, o produto caminha para encerrar o mês com valorização de 59%, a maior desde 1990.
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O Brent chegou a US$ 116,5 nas primeiras horas do dia e era negociado a US$ 114,90 por volta das 9h10. Já o WTI avançava para US$ 101,31.
O movimento ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, que elevou a preocupação com o fornecimento global de energia. Investidores monitoram possíveis impactos sobre a oferta de petróleo.
O receio é de pressão sobre a inflação global e desaceleração econômica. Com isso, mercados financeiros operaram com volatilidade.
Na Ásia, bolsas fecharam em queda. O índice Nikkei recuou 2,8%. Na Europa, houve recuperação parcial, com alta próxima de 0,6%. Nos Estados Unidos, contratos futuros indicavam abertura positiva.
O Estreito de Ormuz concentra a atenção dos investidores. Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo passa pela região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã deve reabrir a passagem e citou a possibilidade de ataques a instalações de energia.
Analistas apontam que um bloqueio prolongado pode levar o barril a US$ 150.
“O petróleo é o principal foco de tensão neste momento”, afirmou Eren Osman, da Arbuthnot Latham.
A alta já impacta cadeias produtivas. Subiram preços de gás natural, fertilizantes, alumínio e combustíveis. O aumento tende a pressionar custos de transporte e produção.
Economias asiáticas aparecem entre as mais expostas, devido à dependência de importações de petróleo do Golfo.
A escalada também eleva expectativas de juros mais altos por mais tempo. Investidores aguardam sinais do Federal Reserve sobre a política monetária.
Em momentos de incerteza, o dólar se fortalece. O índice da moeda americana operava próximo da máxima em dez meses.