A base governista na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiu apostar na rejeição do relatório apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) como estratégia central para influenciar o desfecho das investigações.
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Com entre 18 e 21 votos contrários já contabilizados, segundo o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), o grupo pretende apresentar um parecer alternativo e forçar sua análise pelo colegiado.
A proposta paralela deve reunir cerca de 2 mil páginas e incluir aproximadamente 170 pedidos de indiciamento, além de mais de 50 recomendações de novas apurações. Entre os nomes citados está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-ministro da Previdência Onyx Lorenzoni, além do cunhado de Daniel Vorcaro, o pastor Fabiano Zettel.
A movimentação prevê, primeiro, a derrubada do parecer oficial. Caso isso ocorra, a base defende que o presidente da CPMI indique um novo relator para formalizar o texto alternativo.
O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) também criticou o relatório de Gaspar, alegando que o texto deixa de fora personagens ligados ao governo Bolsonaro e ignora elementos apresentados durante a investigação. Para ele, houve tentativa de “blindagem” de autoridades e desvio do foco principal da comissão.
Santana argumenta que o período investigado coincide com a ampliação de autorizações para entidades realizarem descontos em benefícios previdenciários, o que, segundo ele, teria facilitado fraudes contra aposentados.