O governo federal exonerou, nesta sexta-feira (27), Carlos Fávaro do cargo de ministro da Agricultura e Pecuária, em um movimento que resultou na saída da senadora Margareth Buzetti (PP-SC) do exercício do mandato no Senado.
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Suplente de Fávaro, Buzetti deixa a cadeira após a decisão, que foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).
A senadora reagiu com críticas e afirmou que não foi informada previamente sobre a exoneração. Segundo ela, a medida teria sido tomada para impedir seu voto em uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Eu só soube agora porque virou ato oficial. Não fui nem informada. O mínimo de respeito a gente deveria ter”, declarou.
Buzetti também classificou o episódio como um ato de misoginia e sugeriu que sua atuação na comissão teria motivado a decisão.
“Ele resolveu voltar porque eu apareci na CPMI. Eu acho que o governo está com muito medo desse relatório. É a única explicação para ele ser exonerado a essa hora de sexta-feira”, afirmou.
A parlamentar disse ainda que a mudança foi articulada para evitar que ela votasse favoravelmente ao parecer apresentado pelo relator da comissão.
Ela também mencionou o nome de Lula (PT) ao cobrar explicações sobre denúncias ligadas ao filho do presidente, Lulinha. “Se deve, tem que se explicar”, afirmou.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) demonstrou indignação ao deixar a sessão e criticou o episódio. “É um absurdo. Um desrespeito”, afirmou, ao mencionar o que classificou como tratamento inadequado à colega.