A Justiça de São Paulo oficializou, hoje (23), medidas contra o patrimônio do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, que também atingem seu pai e sua irmã.
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As decisões, publicadas no Diário de Justiça Eletrônico pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, determinam o protesto contra a alienação de bens de alto valor, como uma aeronave Gulfstream G700, o hotel Botanique e imóveis no Brasil e no exterior.
O objetivo, segundo a decisão, é garantir o ressarcimento de credores diante de indícios de um esquema multibilionário de desvio de recursos envolvendo instituições do grupo, atualmente em liquidação extrajudicial.
A defesa tem prazo de dez dias para se manifestar. Procurados, os advogados informaram que não irão comentar o caso.
A medida adotada é cautelar. O protesto não impede o uso ou a venda dos bens, mas determina a anotação da existência do processo nos registros. Isso impede que eventuais compradores aleguem desconhecimento, facilitando a recuperação dos ativos.
Entre os bens atingidos estão imóveis de alto padrão em Brasília, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, incluindo mansões, coberturas e apartamentos em áreas valorizadas.
Também consta na lista o hotel Botanique, em Campos do Jordão, cuja venda estaria em negociação, além de uma mansão na Flórida avaliada em milhões de dólares.
No conjunto de bens móveis, a decisão inclui o jato executivo Gulfstream G700, avaliado em cerca de US$ 80 milhões, além de uma embarcação de luxo e veículos registrados em nome dos familiares.
A Justiça também determinou a averbação do protesto em participações societárias, incluindo empresas de investimentos, academias, centros de eventos e participações em negócios ligados a alimentação e bem-estar.
Fundos de investimento ligados ao grupo também foram atingidos. A medida foi comunicada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a administradoras para impedir a transferência de cotas.
No exterior, a decisão alcança imóveis na Flórida, incluindo uma residência de alto padrão em Windermere.
As medidas foram determinadas pelo juiz Adler Batista Oliveira Nobre, responsável pelo caso na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.