CNJ aposentou 126 juízes como punição em 20 anos

Mutirão do CNJ reverte 3,6 mil condenações por porte de maconha após decisão do STF que descriminalizou até 40 g. Veja dados e critérios.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou nesta segunda-feira (16) que 126 magistrados foram punidos com aposentadoria compulsória desde 2006.

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O dado foi divulgado no mesmo dia em que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou em decisão monocrática o fim dessa modalidade como sanção disciplinar máxima para juízes.

Com a decisão, o CNJ deverá aplicar a perda do cargo, com consequente perda de salário, como punição mais grave para violações disciplinares cometidas por magistrados.

Na prática, a aposentadoria compulsória deixa de ser aplicada como sanção máxima em casos considerados graves.

Segundo Dino, a medida não se adequa ao ordenamento jurídico. “Casos graves, à luz da Constituição, devem ser punidos com a perda do cargo, que, por conta da vitaliciedade [natureza de cargo vitalício], depende de ação judicial”, afirmou na decisão.

A mudança vale para magistrados de todos os tribunais, com exceção dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Antes da decisão, a aposentadoria compulsória era considerada a punição administrativa mais severa prevista na Lei Orgânica da Magistratura.

A medida era alvo de críticas porque afastava o magistrado da função, mas mantinha o pagamento de salário proporcional ao tempo de serviço.

Casos analisados pelo CNJ

O CNJ é responsável por fiscalizar a conduta de magistrados e aplicar sanções administrativas quando há violação disciplinar.

As punições variam de advertência e censura até aposentadoria compulsória ou demissão.

Entre os casos analisados pelo conselho há investigações relacionadas a venda de sentenças, favorecimento a familiares, decisões em benefício de grupos políticos e atuação em favor de organizações criminosas.

Em 2025, o CNJ determinou a aposentadoria compulsória do juiz Marcelo Bretas, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por irregularidades em sua atuação em processos ligados à Operação Lava Jato.



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