Medida visa fortalecer segurança nacional diante das “ações e políticas malignas do regime cubano”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou emergência nacional em relação a Cuba e estabeleceu um processo para impor “tarifas adicionais” a países que vendem ou fornecem petróleo à ilha.
A ordem executiva foi assinada ontem (29) e divulgada à noite no site da Casa Branca. Segundo o documento, a medida tem como objetivo proteger “a segurança nacional e a política externa dos EUA das ações e políticas malignas do regime cubano”.
A decisão de Trump “impõe um novo sistema tarifário que permite aos Estados Unidos impor tarifas adicionais sobre as importações de qualquer país que forneça petróleo a Cuba, direta ou indiretamente”.
Também “autoriza o Secretário de Estado e o Secretário de Comércio a tomarem todas as medidas necessárias, incluindo a emissão de normas e orientações, para implementar o sistema tarifário e as medidas relacionadas”.
Diz ainda que Trump poderá modificar a ordem executiva “se Cuba ou os países afetados tomarem medidas significativas para lidar com a ameaça ou se alinharem aos objetivos de segurança nacional e política externa dos EUA”.
Segundo a Casa Branca, Trump está combatendo “depredações” do regime comunista cubano, que se alinha “com diversos países hostis e atores malignos”, oferece “refúgio seguro a grupos terroristas transnacionais, como o Hezbollah e o Hamas” e “persegue e tortura opositores políticos, nega a liberdade de expressão e de imprensa, lucra corruptamente com a miséria do povo cubano e incita o caos espalhando a ideologia comunista por toda a região”.
“Essas ações constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos EUA, exigindo uma resposta imediata para proteger os cidadãos e os interesses americanos”, diz a Casa Branca.
“Esta não é a primeira vez que o presidente Trump adota uma postura firme contra regimes hostis — apenas nos últimos meses, ele ordenou ataques à infraestrutura nuclear do Irã e autorizou operações para depor Nicolás Maduro do poder na Venezuela, deixando claro que ditadores e estados patrocinadores do terrorismo serão responsabilizados”, finaliza o texto.