O subsecretário da Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, afirmou nesta segunda-feira, 8, que o governo Trump continuará “tomando as medidas cabíveis” contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O integrante do Supremo foi alvo de aplicação de sanções americanas, com base na Lei Magnitsky, em 30 de julho.
Em publicação no X, Beattie citou a comemoração do 203º Dia da Independência, celebrado no último domingo, 7, como um “lembrete” do compromisso dos EUA em apoiar o povo brasileiro na defesa dos valores da liberdade e justiça;
“Ontem marcou o 203º Dia da Independência do Brasil. Foi um lembrete do nosso compromisso de apoiar o povo brasileiro que busca preservar os valores da liberdade e da justiça. Em nome do Ministro Alexandre de Moraes e dos indivíduos cujos abusos de autoridade minaram essas liberdades fundamentais, continuaremos a tomar as medidas cabíveis“, escreveu.
A declaração ocorre no dia seguinte às manifestações bolsonaristas em favor da anistia aos envolvidos no 8 de janeiro de 2023 e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Arquiteto do complexo da censura”
Beattie tem sido ativo nas críticas ao ministro Alexandre de Moraes.
Em agosto, ele destacou que o governo Trump estava “monitorando de perto” as ações dos “aliados de Moraes na Suprema Corte”.
O ministro Moraes é o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição direcionado a Bolsonaro e seus apoiadores. Os flagrantes abusos de direitos humanos cometidos por Moraes lhe renderam uma sanção Global Magnitsky, do presidente Trump. Os aliados de Moraes na Suprema Corte e em outros lugares são fortemente aconselhados a não auxiliar ou encorajar o comportamento sancionado de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto”.
Fonte: O Antagonista