Paralelamente, lideranças do Centrão também começaram a ventilar uma narrativa de ‘ofício paralelo’, com ideias diferentes das medidas defendidas inicialmente pelo ala bolsonarista.
A agenda de Tarcísio em Brasília incluiu reuniões com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além de líderes partidários do PP, União Brasil e PSD. O governador quer mapear a viabilidade política da proposta e articular sua tramitação.
Apesar de inicialmente não ter se comprometido com a pauta, Motta passou a admitir a possibilidade de colocar o projeto em votação após o julgamento de Bolsonaro, diante do crescente apoio de lideranças da Câmara. À noite, Tarcísio receberá no Palácio dos Bandeirantes o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), para alinhar estratégias tanto sobre a anistia quanto em relação à agenda do 7 de setembro. Sóstenes e Motta também devem se reunir amanhã para definir o calendário da proposta.
Nos bastidores, há avaliação de que a atuação de Tarcísio pode assumir duas leituras políticas: como um gesto de conciliação com o STF ou como sinal de alinhamento à base de Bolsonaro, considerando a possibilidade de ele vier a ceder mais à frente.