O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece plantando uvas no Palácio do Alvorada, a residência oficial da Presidência da República. O gesto simbólico teve tom de provocação direta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que recentemente impôs uma tarifa de 50% sobre algumas exportações brasileiras.
Assista o vídeo:

Entre os produtos afetados está a uva, cuja variedade plantada por Lula foi a Vitória. Em tom de ironia, o presidente brasileiro declarou:
“Não adianta o presidente Trump taxar nossa uva. Se necessário, ela vai para a merenda escolar.”
A estratégia do governo petista é redirecionar alimentos que perderam competitividade no mercado internacional para programas sociais, como a merenda escolar, evitando perdas aos produtores.
Lula ironiza Trump e convida presidente americano a “conhecer o Brasil verdadeiro”
Ainda ajoelhado no gramado, com as mãos sujas de terra, Lula fez um convite carregado de ironia ao presidente norte-americano:
“Espero que um dia o senhor visite o Palácio do Alvorada e conheça o Brasil verdadeiro. Nós gostamos de todo mundo, dos Estados Unidos, da Rússia, da China, da Venezuela.”
Lula reforçou o contraste entre sua postura e a do republicano:
“Estou plantando comida, e não plantando violência e plantando ódio. Eu espero que um dia a gente possa conversar, presidente Trump, para o senhor aprender a qualidade do povo brasileiro.”
Escalada de provocações entre Lula e Trump
Trump reiterou sua proximidade com Bolsonaro, declarando:
“Conheço Bolsonaro. É um homem honesto.”
Sanções diplomáticas atingem autoridades brasileiras
Em uma nova etapa da escalada diplomática, o governo dos EUA cancelou os vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), de sua esposa e da filha de 10 anos. Medidas semelhantes já haviam atingido Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde, e Alberto Kleiman, ex-funcionário do governo brasileiro.
Segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o motivo das sanções seria o programa Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff e chefiado à época por Padilha, com o objetivo de suprir a carência de profissionais da saúde no interior do Brasil.