Países da Otan vão elevar gastos militares a pelo menos 5% do PIB

Durante uma cúpula realizada nesta terça-feira, 24, em Haia, na Holanda, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) definiu uma nova diretriz para seus países membros: cada nação deverá investir pelo menos 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa. Essa decisão marca uma guinada nas prioridades estratégicas da aliança militar ocidental, em meio às crescentes tensões globais.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a Europa reconhece a gravidade da ameaça representada por Moscou. Para Von der Leyen, garantir a segurança do continente exige um novo posicionamento e maior integração entre os setores civil e militar.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, ressaltou que o novo porcentual de gastos destinado à área militar representa um avanço significativo. Atualmente, a maioria dos países da aliança investe entre 2% e 3,5% do PIB em defesa. Para Rutte, a decisão representa um “salto gigantesco, ambicioso e necessário” para assegurar a capacidade de dissuasão da Otan.

Entenda por que a Otan expandiu os gastos militares
A intensificação dos gastos em defesa ocorre no contexto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que completou três anos em fevereiro. Também é reflexo das exigências dos Estados Unidos, especialmente depois do retorno de Donald Trump à Presidência.

Ao todo, os 32 países membros da Otan deverão destinar mais de € 35 bilhões (R$ 220 bilhões) à ajuda militar à Ucrânia ao longo de 2025. A Alemanha, por exemplo, pretende ampliar seus investimentos no setor para 3,5% do PIB até 2029. Hoje, a fatia é de 2,4%.

Apesar do consenso, alguns integrantes pedem cautela na implantação da meta. O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, afirmou que seu país definirá o próprio ritmo de adaptação. Já a Espanha, embora tenha aderido à meta, negociou condições de flexibilidade. Rutte, no entanto, reforçou que o compromisso valerá para todos, sem exceções.

O plano aprovado inclui ainda a expansão dos sistemas de defesa aérea. Segundo Rutte, os aliados multiplicarão os investimentos nessa área, em resposta aos frequentes ataques aéreos russos sobre o território ucraniano.

Rússia critica Otan: “Militarização descontrolada”
A Rússia reagiu de forma negativa ao anúncio. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou a Otan de promover uma “militarização descontrolada” e afirmou que a aliança não atua como um agente pacificador, mas como uma força voltada ao confronto.

Ao fim do discurso em que anunciou a expansão de gastos militares, Von der Leyen alertou: “A Rússia poderá testar nossa capacidade de defesa coletiva nos próximos cinco anos. Temos até 2030 para garantir que a Europa esteja plenamente preparada. Precisamos agir agora”.

Fonte: Revista Oeste

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